Quatro dias após protesto, Bolsonaro faz prestação de contas em pronunciamento na TV

·2 minuto de leitura

BRASÍLIA — Em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão nesta quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro fez uma prestação de contas de ações do seu governo nos últimos meses. Em meio a um momento em que seu governo é atingido pelos níveis mais baixos de rejeição, de acordo com pesquisas de opinião, o presidente destacou os números de vacinação e obras realizadas durante sua gestão.

Bolsonaro convocou o pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão em meio às investigações sobre a atuação do governo federal em relação ao novo coronavírus na CPI da Covid no Senado Federal. No último sábado, o presidente foi alvo de protestos em todo o país. No discurso, o presidente afirmou que todos os brasileiros que desejarem se vacinar este ano poderão receber o imunizante.

— O Brasil é o quarto país que mais vacina no planeta. Neste ano, todos os brasileiros, que assim o desejarem, serão vacinados. Vacinas essas que foram aprovadas pela Anvisa — disse.

Apesar de ter destacado a atuação do governo federal durante a pandemia, Bolsonaro destacou que o governo não adotou medidas restritivas como governadores e prefeitos fizeram.

— O nosso governo não obrigou ninguém a ficar em casa, não fechou o comércio, não fechou igrejas ou escolas e não tirou o sustento de milhões de trabalhadores informais. Sempre disse que tínhamos dois problemas pela frente, o vírus e o desemprego, que deveriam ser tratados com a mesma responsabilidade e de forma simultânea — afirmou.

O presidente fez um discurso de cinco minutos e abordou, sobretudo, a aquisição de vacinas, um dos pontos centrais apurados pelos senadores. A comissão investiga os motivos para o Brasil ter demorado meses para responder a uma oferta de doses da farmacêutica Pfizer.

O texto do pronunciamento foi preparado com a ajuda do ministro das Comunicações, Fábio Faria, e do Secretário de Comunicação, André Costa. Em março deste ano, quando os casos e óbitos por Covid-19 aumentaram de forma exponencial, o presidente moderou seu discurso e defendeu o desempenho do governo durante a pandemia. Na ocasião, Bolsonaro afirmou que 2021 seria o "ano da vacinação".

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos