Quatro palestinos mortos em 48 horas em incidentes na Cisjordânia

Quatro palestinos morreram nos últimos dois dias em incidentes na Cisjordânia ocupada, onde o exército israelense prossegue com as operações quase diárias, após uma série de ataques no território de Israel.

A última vítima, que o ministério da Saúde palestino identificou como Odeh Odeh, de 17 anos, foi abatido por soldados israelenses com um tiro no peito perto do povoado de Al Madiya, no oeste da capital, Ramallah.

O exército israelense disse no Twitter que "três suspeitos lançaram bombas incendiárias" contra os soldados na zona próxima da barreira de separação, perto de Al Madiya.

"Os soldados responderam com fogo contra os suspeitos", afirmou o exército.

A morte do adolescente aconteceu pouco depois que dois outros faleceram entre a noite de quarta-feira e a manhã de quinta-feira em operações do exército na Cisjordânia, território ocupado desde 1967 pelo Estado hebreu.

Na manhã de quarta-feira uma palestina foi morta depois de, segundo o exército israelense, se aproximar de um soldado com uma faca perto do campo de refugiados palestinos de Al Arub, perto de Hebron, sul da Cisjordânia.

Nas últimas semanas, após uma série de ataques em Israel, o exército do Estado hebreu intensificou as operações no território palestino.

Nesta quinta-feira, um palestino morreu em uma ação das forças de segurança israelenses em um campo de refugiados perto de Belém, na Cisjordânia ocupada, informou o ministério palestino da Saúde em um comunicado.

De acordo com o exército israelense, soldados que estavam no campo para "deter um palestino suspeito de atividades terroristas" foram alvos de lançamentos de "artefatos explosivos e blocos de pedras".

Os militares responderam com tiros.

Na madrugada de quarta-feira para quinta-feira, o exército israelense destruiu em Yabad, localidade vizinha a Jenin, norte da Cisjordânia, a casa do autor do ataque que deixou cinco mortos na cidade de Bnei Brak, em Israel, em 29 de março.

A operação provocou violentos confrontos na área de Yabad e os soldados israelenses, atacados com coquetéis molotov e tiros, responderam com munição letal, segundo o exército.

Nos confrontos, seis palestinos ficaram feridos e um deles faleceu no hospital, segundo o ministério da Saúde.

O exército de Israel afirmou que prendeu o "pai do terrorista" durante a operação.

Os funerais de Bilal Awad Kabha e de Ayman Muhaisen reuniram centenas de pessoas em Yabad e perto de Belém nesta quinta, incluindo combatentes que cobriram os corpos com bandeiras das facções armadas palestinas, observaram jornalistas da AFP.

Operações também foram efetuadas em outras áreas da Cisjordânia durante a madrugada de quarta-feira para quinta-feira, em particular em zonas de tensão como Huwara, perto de Nablus e Qalqiliya.

Dezenove pessoas, a maioria civis, morreram em ataques em Israel e na Cisjordânia por palestinos e árabe-israelenses desde o final de março.

As forças de segurança de israelenses reagiram com operações em Israel e na Cisjordânia.

Trinta e oito palestinos e três árabe-israelenses morreram em Israel e na Cisjordânia desde o fim de março.

Alguns deles eram integrantes de grupos armados, mas as vítimas fatais também incluem civis, como a jornalista palestina Shireen Abu Akleh, que morreu quando cobria uma operação em Jenin.

Um policial israelense morreu em uma das operações do exército na Cisjordânia.

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