Quatro paquistaneses são indiciados por ataque perto de antiga sede da Charlie Hebdo

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Detenção do autor do ataque com facão em 25 de setembro de 2020, perto da antiga sede da revista Charlie Hebdo, em Paris

Quatro jovens paquistaneses foram indiciados e presos no âmbito de uma investigação sobre o atentado com arma branca cometido por um compatriota no fim de setembro perto da antiga sede da revista satírica Charlie Hebdo, em Paris, segundo fontes próximas à Promotoria Nacional antiterrorista.

Os quatro homens, com idades entre 17 e 21 anos, mantinham contato com o autor, disse uma fonte ligada ao caso. Suspeita-se que tenham sido informados de seu plano e o incitaram a realizar o ataque, segundo outra fonte próxima à investigação.

Três deles foram acusados de "associação criminosa terrorista" e foram presos preventivamente. O quarto, que já tinha sido interrogado pela polícia, foi indiciado e detido na quarta-feira pelas mesmas acusações.

Dois foram detidos em Gironde (sudoeste), um terceiro em Caen (norte) e o último na região parisiense. "Compartilham de sua ideologia e um deles manifestou seu ódio à França dias antes do ataque", informaram as fontes.

Em 25 de setembro, Zaheer Hassan Mahmoud, de 25 anos, feriu gravemente com um facão duas pessoas que estavam em frente à antiga sede do semanário, pensando que trabalhavam para a revista, que se mudou após o atentado de janeiro de 2015.

Detido pouco depois, ele declarou aos investigadores que havia visto, antes do ataque, "vídeos procedentes do Paquistão" sobre a nova publicação pelo Charlie Hebdo de caricaturas de Maomé antes da abertura do julgamento por aqueles ataques.

A publicação destas caricaturas tornou o Charlie Hebdo um alvo dos jihadistas.

Algumas pessoas próximas confirmaram que o autor assistia a vídeos de Khadim Hussain Rizvi, fundador e dirigente do partido Tehrik-e-Labbaik Pakistan, TLP, um movimento extremista paquistanês.

Zaheer Hassan Mahmoud foi acusado de "tentativa de assassinato em relação com uma empresa terrorista" e "associação criminosa terrorista", razão pela qual ficou em prisão preventiva.

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