Quatro pessoas seguem em estado crítico após mortes de mais de 20 jovens em festa na África do Sul

Autoridades da África do Sul confirmaram nesta segunda-feira que quatro pessoas seguem em estado crítico no hospital após participarem de uma festa em East London, onde ao menos 21 jovens foram encontrados mortos. A polícia ainda investiga as circunstâncias da tragédia, cuja vítima mais jovem tinha apenas 13 anos.

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O porta-voz da província de East Cape, Khuselwa Rantjie, disse à CNN americana que o dono da casa noturna não foi preso, mas o Conselho de Bebidas da província fechará o local nesta segunda-feira para permitir que as investigações sejam concluídas.

Os mortos não apresentavam sinais visíveis de ferimentos, provocando especulações iniciais entre autoridades e políticos locais de que se tratava de um caso de consumo de álcool por menores que deu tragicamente errado. Mas novos detalhes surgiram na segunda-feira, quando os sobreviventes falaram de um cheiro forte e sufocante no prédio de dois andares lotado.

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Sinovuyo Monyane, de 19 anos, que foi contratada pelo bar para promover uma marca de bebidas alcoólicas, disse que ainda estava "confusa" sobre o que aconteceu, mas se sentia sortuda por estar viva. Ela disse que lutou contra uma multidão que se espremia para escapar por uma porta.

— Tentamos nos mover no meio da multidão, gritando 'por favor, deixe-nos passar', e outros gritavam 'estamos morrendo, pessoal', 'estamos sufocando' e 'há pessoas que não conseguem respirar'. Eu desmaiei naquele momento. Eu estava ficando sem fôlego e havia um forte cheiro de algum tipo de spray no ar. Achamos que era spray de pimenta — disse ela à AFP.

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Um DJ também comemorava seu aniversário na festa, contou que muitas pessoas forçaram a entrada no local que já estava lotado.

— Tentamos fechar a porta, mas as pessoas continuavam empurrando. Os seguranças não conseguiam lidar com a multidão que estava empurrando do lado de fora da porta de entrada. Havia muita gente — relatou à AFP.

Conforme as autoridades, a maioria das vítimas eram estudantes comemorando o fim de seus exames do ensino médio. Autópsias devem revelar se as mortes podem estar ligadas a envenenamento.

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O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, expressou suas condolências às famílias das vítimas.

"Enquanto o presidente aguarda mais informações sobre o incidente, seus pensamentos estão com as famílias que perderam crianças, bem como com as famílias que aguardam a confirmação de como seus filhos podem ter sido afetados", disse um comunicado da presidência.

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