Quatro são esfaqueados em trem após discussão entre passageiros em SP

ALFREDO HENRIQUE
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um armador de estruturas de 40 anos é suspeito de esfaquear quatro pessoas, durante uma discussão, por volta das 18h30 desta quinta-feira (4), quando as vítimas e o homem estavam em um trem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que seguia pela linha 12-safira da estação Brás, no centro da capital paulista, para a do Tatuapé. Entre os feridos, dois são seguranças da companhia, que passam bem, segundo a CPTM. Passageiros se revoltaram, partiram para cima do rapaz com a faca e o agrediram até ele ficar inconsciente. Um marceneiro de 21 anos, que discutiu com o armador no trem, foi esfaqueado no tórax e levado a um hospital estadual. O estado de saúde de ambos não havia sido informado até a publicação desta reportagem. Uma agente de segurança de 46 anos relatou à Polícia Civil que foi até o trem, junto com um outro vigia, de 26, após o suspeito e o marceneiro iniciarem uma discussão, no vagão, na estação Brás. A agente ainda afirmou que, já com o trem em movimento, um conhecido do marceneiro, não identificado, teria dado um soco no armador de estruturas, que, em seguida, tirou uma faca de sua mochila e, "em um movimento giratório", feriu os dois seguranças e uma passageira de 35 anos, que estava sentada. Ela acrescentou não ter presenciado o momento em que o marceneiro foi ferido. Quando o trem chegou à estação Tatuapé, outros seguranças deram apoio para conter a confusão. Um vídeo, feito com celular, mostra dezenas de pessoas rodeando o armador, já desmaiado, enquanto agentes impedem a continuidade das agressões. Durante a briga, o conhecido do marceneiro saiu do local, segundo registrado pela polícia, não sendo localizado para prestar depoimento. O suspeito foi encaminhado ao Hospital Municipal Doutor Cármino Carcchio, no Tatuapé, e o marceneiro ao Hospital Estadual dai Vila Alpina. ambos na zona leste. O armador, mesmo internado, foi indiciado em flagrante pelo 10º DP (Penha) por lesão corporal e tentativa de homicídio. A CPTM afirma repudiar qualquer manifestação de violência em suas dependências, acrescentando colaborar com a polícia na investigação do caso.