Explosivo escondido em pacote é desativado em Berlim

Berlim, 29 mar (EFE).- O esquadrão antibombas das forças de segurança da Alemanha desativou nesta quinta-feira em Berlim, no bairro de Kreuzberg, um explosivo escondido em um pacote que, se tivesse explodido, poderia ter causado ferimentos nas pessoas que estivessem próximas do mesmo, informou a polícia alemã.

"No objeto suspeito havia material capaz de explodir. Em caso de explosão, pessoas poderiam sofrer ferimentos. Nossos especialistas fizeram a desativação", detalhou a polícia de Berlim através do Twitter.

O Escritório Regional de Investigação Criminal (LKA, na sigla em alemão) assumiu o caso, acrescentou a polícia na rede social.

A operação para desativar o artefato, que foi encontrado esta manhã dentro de um pacote que tinha sido depositado na caixa de correio da Câmara de Comércio em Berlim, obrigou a interdição de várias ruas.

Uma funcionária chegou a abrir parcialmente o pacote e, quando viu que havia fios no mesmo, alertou imediatamente às forças de segurança, assinalou um porta-voz da polícia, citado pelo jornal "Bild".

Mais tarde, o edifício foi desocupado brevemente por um alarme de incêndio, mas, por enquanto, não se sabe se esse fato tinha alguma relação com a descoberta do pacote.

A bomba foi desativada no pátio traseiro do edifício e, às 10h22 locais (5h22 em Brasília), as ruas foram reabertas ao trânsito.

No dia 12 de janeiro, efetivos do esquadrão antibombas desativaram em uma agência bancária no bairro berlinense de Steglitz um artefato escondido em um envelope que continha um detonador e pólvora negra procedente de material pirotécnico.

Um mês e meio antes, em 1º de dezembro, especialistas detonaram de forma controlada um pacote suspeito entregue por mensageiro em uma farmácia na cidade de Potsdam, perto de Berlim, que fez com que as autoridades esvaziassem um mercado de rua natalino nas proximidades.

O pacote incluía fogos de artifício de grande potência, baterias e uma lata de metal cheia de pregos, além do fragmento de um código QR que, uma vez reconstruído e escaneado, revelou uma carta de extorsão contra o serviço de entregas DHL. EFE