"Que ódio, que raiva, ninguém sabia me dar informação"

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Tombo, atraso, nervosismo e informações confusas marcaram os minutos finais antes do fechamento dos portões, e alguns candidatos saíram frustrados sem conseguir entrar para fazer a prova do Enem 2021. A universitária Anemona Lopes, 19, moradora da cidade de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, chegou dois minutos atrasada ao local de prova, na Universidade Estadual do Ceará (Uece), na Capital. A jovem, que cursa o segundo semestre em Administração, na Universidade Federal do Ceará (UFC), contou que teve uma crise de ansiedade no terminal de ônibus e acabou se atrasando.

- Fiquei muito nervosa e trêmula. Sentei e aguardei um pouco. E na hora de descer aqui, o motorista passou do ponto e desci no próximo. Acabei atrasando - justifica. Anemona disse ainda que pretendia fazer a prova para mudar de curso. Tentaria Economia ou Ciências da Computação.

-Meu pai quer que eu faça outra coisa e eu também acho que não combina comigo - conta ela, acrescentando que faz tratamento psicológico para ansiedade e que pretende fazer o Enem novamente no ano que vem. - Meu curso é ótimo, mas acho que não é o meu perfil".

-Que ódio, que raiva, ninguém sabia me dar informação - reclamava a estudante Bruna Dorneles Peixoto, de 18 anos, que ficou inconsolável, ao chegar, com um minuto de atraso, ao portão do prédio onde faria a prova do Enem pela primeira vez.

A jovem, que mora na Zona Norte de Porto Alegre, faria o exame na campus da Pontifícia Universidade Católica do RS (Pucrs), na Zona Leste da Capital gaúcha:

- Cheguei às 12h30min aqui no campus, mas não achava o lugar - disse, desesperada. Bruna tentou ainda convencer o segurança na porta do prédio 32 a deixá-la entrar. Ela chegou a abrir o acesso, mas foi retirada. Além de ter de adiar em um ano a chance de buscar uma vaga no Ensino Superior, a estudante de escola pública disse que perderá a isenção da taxa de inscrição.

-É só para quem ainda está na escola - lamentou.

Na correria para chegar logo ao local de prova, a física Milene Souza, de 47 anos, caiu na entrada da PUC Minas. Ele entrou mancando no campus, mas garante que o imprevisto não vai atrapalhar na hora da prova.

- Eu estava subindo com muita pressa e na hora de atravessar resvalei no meio fio e cai no buraco. Pisei em falso, se o guarda não tivesse lá na hora pra me segurar, eu teria caído. Estou com um pouco de dor no tornozelo, mas espero que não atrapalhe - disse.

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