'Que crime Assange cometeu?', diz Lula, em defesa de fundador do Wikileaks

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***ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 01.05.2022 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante ato do 1° de Maio, Dia do Trabalho, na praça Charles Miller, em frente ao estádio do Pacaembu, na zona oeste da capital paulista. (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)
***ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 01.05.2022 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante ato do 1° de Maio, Dia do Trabalho, na praça Charles Miller, em frente ao estádio do Pacaembu, na zona oeste da capital paulista. (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

GUARULHOS, SP (FOLHAPRESS) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera a corrida eleitoral, comentou nesta sexta (17) a extradição do fundador do Wikileaks, Julian Assange, do Reino Unido para os EUA, anunciada mais cedo. "Que crime o Assange cometeu?", questionou o petista.

Lula abriu sua fala em um evento partidário de cultura em Maceió pedindo uma homenagem a Assange. "Se ele for para os EUA, extraditado, certamente é prisão perpétua e certamente ele morrerá na cadeia."

"Nós, que estamos aqui falando de democracia, precisaremos perguntar: 'Que crime o Assange cometeu?' É o crime de falar a verdade, mostrar que os EUA, através de seu departamento de investigação, sei lá se da CIA, estava grampeando muitos países do mundo, inclusive grampeando a presidenta Dilma Rousseff."

E seguiu: "Ele denunciou as falcatruas feitas no país mais importante do planeta. Esse cidadão deveria estar recebendo o Prêmio Nobel, o Oscar de decência e de coragem."

Em 2015, o WikiLeaks divulgou informações confidenciais da Agência Nacional de Segurança dos EUA que revelavam espionagem contra a então presidente Dilma, assessores e ministros. Ao todo, 29 telefones de membros e ex-integrantes do governo haviam sido grampeados.

Assange foi responsável por um dos maiores vazamentos de documentos secretos das Forças Armadas americanas. O australiano é procurado por autoridades dos EUA devido a 18 acusações criminais, incluindo espionagem relacionada ao vazamento.

Após um longo imbróglio judicial, a ministra do Interior britânica, Priti Patel, aprovou nesta sexta a extradição do australiano. Em nota, a pasta disse que os tribunais do país "não consideraram que a extradição seria opressiva, injusta ou um abuso de processo".

Ele, no entanto, pode recorrer, e o fará, como confirmou sua esposa, Stella, em pronunciamento após o anúncio. Segundo o comunicado do Ministério do Interior, ele mantém o "direito de recorrer da decisão em até 14 dias", podendo apelar à Alta Corte de Londres, que tem de dar sua aprovação para que a contestação prossiga.

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