'Que a Justiça seja feita', escreve Carla Daniel após prisão de suspeito pela morte de namorado no Arpoador

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Após a prisão, por policiais da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), de um dos dois homens suspeitos de participação na morte do publicitário, empresário e músico Sérgio José Coutinho Stamile, de 41 anos, no Parque Garota de Ipanema, no Arpoador, na Zona Sul do Rio, na madrugada do último dia 10, a namorada do rapaz se manifestou nas redes sociais. Em seu perfil no Instagram, a atriz, cantora e produtora Carla Daniel, namorada de Sérgio, escreveu, na manhã deste domingo: "Que a Justiça seja feita".

De acordo com o delegado assistente da DHC, Cassiano Conte, o crime ocorreu em cerca de 15 minutos. Eles discutiram com a vítima, sufocaram-na e roubaram seus pertences, como carteira e celular. Em seguida, fugiram do local. O corpo foi encontrado no início da manhã por policiais militares do 23º BPM (Leblon).

Sérgio entrou no Parque por volta de 1h34. Sete minutos depois, ele discutiu com Pablo Francisco da Silva e Flavio Lima de Mello. Os dois, moradores de rua que costumam dormir na região, teriam feito uma brincadeira com o músico, que não gostou da provocação e respondeu de forma ríspida. Ele entrou em uma gruta do local e logo depois foi acompanhado pelos dois.

Ainda segundo o delegado, minutos depois, os suspeitos deixaram a gruta com os pertences da vítima. Pablo Francisco da Silva, de 20 anos, foi preso na Avenida Francisco Bhering e disse que Flavio Lima de Mello, de 29, que continua foragido, deu um mata-leão em Sérgio. O primeiro tem uma anotação pelo crime de roubo. Contra os dois, foram expedidos mandados de prisão temporária pela juíza Angélica dos Santos Costa, do plantão judicial deste sábado, dia 28.

Sérgio teria sido deixado em casa por Carla Daniel, por volta de 22h30 do dia 9, na Rua Bulhões de Carvalho, em Copacabana. Ele não chegou a entrar no apartamento e teria ido direto para as proximidades do Parque, a 1,2 quilômetro e seis minutos a pé, onde costumava meditar com frequência. Ele teria seguido em direção a praia e, cerca de três horas depois, entrado no Garota de Ipanema. Embora os portões do espaço sejam abertos às 6h e fechados às 17h, diariamente, grades quebradas permitem o livre acesso dos frequentadores em qualquer horário.

Agentes do Grupo de Local de Crime (Gelc) da DHC realizaram uma perícia no cadáver ainda no Arpoador. O corpo apresentava lesões como se tivesse sido arrastado e estava perto de uma pedra com altura aproximada de três metros. Aquela região é um ponto de consumo de drogas e de prostituição, sobretudo durante as madrugadas. Levado ao Instituto Médico-Legal (IML), ele foi identificado através de perícia papiloscópica.

O laudo da necropsia indicou a causa da morte do músico como indeterminada. De acordo com o professor titular de Medicina Legal da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), o perito Nelson Massini, o resultado descartaria que a queda da pedra tivesse provocado uma lesão fatal. Com o laudo inconclusivo, estão sendo feitos exames complementares no sangue da vítima para definir o que causou ou contribuiu para a morte.

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