"De que lado estaria Bolívar na guerra na Ucrânia?", pergunta Zelensky na abertura da cúpula da OEA

AFP - CRIS BOURONCLE

A 52ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), principal fórum político das Américas, teve início nesta quarta-feira (5) em Lima, no Peru. O evento contou com uma mensagem do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que pediu à região condenar a invasão russa e se somar às sanções contra Moscou.

Sob o lema "Juntos contra a desigualdade e a discriminação", a reunião anual da OEA foi aberta por seu secretário-geral, Luis Almagro, e pelo presidente do Peru, Pedro Castillo. "A discriminação surge da consciência da classe alta ou classe empoderada, do machismo, da consciência da pele branca. A partir desses atos conscientes se discriminam pobres, mulheres, a população LGBTI, a população indígena e afrodescendente, pequenos camponeses ou população rural", declarou Almagro. "Devemos ser outra coisa", salientou.

Na abertura do evento, um vídeo pré-gravado em inglês por Zelensky evocou os heróis da independência americana há dois séculos. "De que lado estaria Simón Bolívar na guerra que a Rússia desencadeou contra a Ucrânia? Quem José de San Martín apoiaria? Com quem Miguel Hidalgo simpatizaria? Acho que não ajudariam alguém que está saqueando um país menor", ressaltou.

O presidente ucraniano pediu que "as políticas agressivas" da Rússia sejam condenadas na Assembleia Geral e relações comerciais com pessoas ou empresas russas sejam evitadas. Também solicitou o apoio "das pessoas comuns", divulgando "a verdade sobre esta guerra".

Guerra na Ucrânia rouba a cena

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(Com informações da AFP)


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