Congressistas dos EUA pedem prorrogação do status de proteção a hondurenhos

Washington, 3 mai (EFE).- Um grupo de 56 congressistas dos Estados Unidos pediu ao governo americano a prorrogação do status de proteção temporário (TPS) para os mais de 86 mil hondurenhos que estão atualmente amparados por essa permissão e vivem no país.

O governo decidirá nas próximas horas se estenderá este alívio migratório, que permite residir e trabalhar de maneira legal nos EUA, ou se, pelo contrário, terminará com ele e obrigará essas pessoas a retornar a Honduras.

Em carta enviada a Kirstjen Nielsen, a secretária do Departamento de Segurança Nacional americano (DHS), os congressistas pediram que seja levada em conta "a extraordinária crise" que vivida em Honduras e que renove o prazo do TPS por 18 meses, o máximo possível.

Os Estados Unidos concederam o TPS aos cidadãos hondurenhos em 1998, após o passagem do devastador furacão Mitch pela América Central.

"Apesar dos substanciais esforços realizados pelos Estados Unidos e a comunidade internacional para melhorar as condições em Honduras, o dano desse acontecimento catastrófico, agravado pelos efeitos residuais da doença, da violência e da pobreza, resultaram uma recuperação estancada", escreveram.

Os congressistas consideraram que as condições em Honduras "não melhoraram o suficiente para reintegrar de forma segura e produtiva os beneficiados pelo TPS às comunidades de origem".

Além disso, alertaram que a situação piorou nos últimos meses por causa das supostas irregularidades nas eleições presidenciais em novembro de 2017 e dos posteriores protestos que deixaram pelo menos 18 mortos.

Em novembro do ano passado, o governo dos EUA decidiu estender durante seis meses, até 5 de julho de 2018, o TPS que protege mais de 86 mil hondurenhos, segundo dados do Serviço de Cidadania e Imigração americano (USCIS) ao término de 2016.

Os Estados Unidos devem comunicar a decisão sobre o futuro do TPS para Honduras 60 dias antes do fim. A data limite para esse anúncio é 5 de maio.

O TPS não abre nenhuma via para a residência permanente nem outro status de regulação migratória, por isso, se o governo americano optar pela não prorrogação, os beneficiados terão que voltar ao país de origem ou se tornarão imigrantes ilegais, com o risco de deportação. EFE