Queda da inflação alivia classe média, mas os pobres continuam sentindo peso na comida

A inflação teve desaceleração forte no IPCA-15, 0,13%, já caminhando para a deflação que acontecerá em julho fechado. Mas é uma queda seletiva em produtos que a classe média e os ricos consomem mais intensamente que os mais pobres como gasolina e energia elétrica. O que ocupa mais espaço no orçamento dos pobres, como alimentação teve alta de 1,16%.

A alta da inflação quando ocorreu nos últimos meses foi de forma generalizada, a queda tem sido focalizada nos produtos que o governo fez tudo para derrubar através da imposição da redução do ICMS e da eliminação de impostos federais. O governo está gastando 16,5 bilhões para subsidiar o consumo dos combustíveis fósseis e por isso os donos de carros pode sentir esse alívio. O dono do carro está pagando 5% menos na gasolina, e 8% menos no etanol. Quem precisar comprar leite longa vida está pagando 22% a mais.

A alta ainda afeta a maioria dos setores. Seis dos nove setores pesquisados subiram. Ficaram negativos os setores de transportes por causa dos combustíveis e o de habitação por causa da conta de luz que teve queda de 4,61%. A redução do ICMS, que tira dinheiro de estados e municípios, é que reduziu a energia elétrica.

A escolha do governo para produzir números menores na inflação foi exatamente concentrar no grupo combustíveis e energia. Isso fará com que o peso da inflação continua grande para os mais pobres. Mas o governo terá um efeito imediato para usar em palanque. No IPCA 15 desacelerou de 0,69% para 0,13. Mas quando chegar o IPCA cheio haverá deflação para ser exibido em palanques.

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