A queda do euro e a saúde da economia global

Em 2022, o euro completou 20 anos em circulação. É a moeda de 340 milhões de pessoas, em 19 países que já a adotaram como única. No ano que vem, com a chegada da Croácia, serão 20 nações na União Europeia. Mesmo antes da Guerra na Ucrânia, os membros da UE sabiam que este ano seria desafiador, com indicadores de inflação alta e desaceleração da economia. Porém, com o início do conflito com a Rússia, que responde por 40% da produção mundial de gás, no final de fevereiro, o cenário só fez se agravar, com reflexos disseminados. Nesta semana, esse ambiente hostil culminou na desvalorização do euro, que chegou a sair da paridade com o dólar, o que não acontecia desde 2002. Chegou a valer apenas US$ 0,998. E os europeus agora temem mais um efeito na economia: depois das sanções impostas ao Kremlin, há a preocupação de que o fornecimento de gás seja interrompido à Europa, isso porque o gasoduto Nord Stream 1 passa por reformas e o fornecimento de energia, vindo da Rússia, pode não ser retomado ao fim das obras, na semana que vem. No Ao Ponto desta quinta-feira, o economista Luiz Carlos Delorme Prado, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e PhD em Economia pelo Queen Mary University of London, explica como o euro chegou na atual situação e analisa de que maneira isso impacta o mercado global. Ele também explica os reflexos no Brasil e a falta de ação do governo para enfrentar adequadamente esse cenário.

Publicado de segunda a sexta-feira, às 6h, nas principais plataformas de podcast e no site do GLOBO, o Ao Ponto é apresentado pelos jornalistas Carolina Morand e Roberto Maltchik, sempre abordando acontecimentos relevantes da atualidade. O episódio também pode ser ouvido na página de Podcasts do GLOBO. Você pode seguir a gente em plataformas como Spotify, iTunes, Deezer e também na Globoplay.

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