Queimadas na Amazônia Legal cresceram 49% em maio

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Deforestation of the Amazon rainforest can be attributed to many different factors levels. The rainforest is seen as a resource for cattle pasture, valuable hardwoods, housing space, farming space (especially for soybeans), road works (such as highways and smaller roads), medicines and human gain. Trees are usually cut down illegally.
Foto: Getty Creative
  • Aumento é com relação ao mesmo mês do ano passado

  • No total, foram mais de 2.600 focos de incêndios

  • Aumento no desmatamento é uma das causas

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou que o número de focos de incêndios da Amazônia legal cresceu 49% entre maio de 2020 e maio de 2021. Em relação à média história do mês, o total é 3,9% maior.

Os dados vêm a público no início da temporada de queimadas no país, que vai de maio/junho até setembro/outubro. A região vem de três meses de recordes de desmatamento.

A Amazônia Legal ocupa 59% do território do Brasil e está em oito estados: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, além de parte do Maranhão.

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De acordo com o Inpe, que monitora queimadas em todo o país desde 1998, em maio de 2021 foram contabilizados 2.679 focos de incêndios na Amazônia. Em maio do ano passado, o total foi de 1.798. A média histórica do mês é de 1.991 pontos de queimadas. O recorde de maio foi em 2014, quando foram registrados 5.155 focos.

"Maio traz números alarmantes para a atividade de fogo para a região. (...) Isso indica que as condições de fogo na Amazônia, as queimadas de desmatamento vão ser bastante catastróficas esse ano, a não ser que algo seja feito e que haja uma redução do desmatamento", disse Paulo Brando, pesquisador do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e professor da Universidade da Califórnia.

A região Norte como um todo vem sofrendo com o aumento das queimadas, informa o governo federal. Em maio, foram 1.210 focos, pior mês histórico para a região.

Para ocorrerem incêndios na Amazônia, é preciso a presença de três fatores: tempo seco (comum nesta parte do ano); material combustível no chão (como árvores, que podem vir do aumento do desmatamento); e o início criminoso do fogo por uma pessoa. É o que explica Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima.

“Esses criminosos estão trabalhando mais do que nunca porque o governo diminuiu a fiscalização de campo e os deixou muito à vontade pra praticar seus crimes”, afirma Astrini.

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