Queiroga cobrou que Bolsonaro se vacinasse contra covid-19

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Brazilian President Jair Bolsonaro (L) shakes hands with his Health Minister Marcelo Queiroga during the announcement that the public healthcare system will cover expanded heel prick tests at Planalto Palace, in Brasilia, on May 26, 2021. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
(Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • Presidente afirma que tem imunidade alta

  • 'Ele diz que e imorrível. Não sei se é invacinável'

  • Bolsonaro também voltou a defender remédios ineficazes

Em live nas redes sociais na noite desta quinta-feira (16), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que o ministro da Saúde Marcelo Queiroga pediu que ele se vacine contra a covid-19, mas que tem uma boa imunidade contra o vírus.

"O senhor precisa se vacinar", alertou o ministro. De acordo com Queiroga, a imunização é necessária para que o presidente aumente a quantidade de anticorpos neutralizantes, capazes de impedir a entrada do vírus nas células e promover mais proteção ao organismo.

Mas a decisão final ficou a cargo de Bolsonaro. "O presidente defende a autonomia do médico. Eu não sou o médico dele, mas eu defendo que o presidente deve tomar a decisão na hora certa. Ele diz que e imorrível. Não sei se é invacinável. Mas aí vou falar com a dona Michelle (Bolsonaro)", comentou.

Na live, Bolsonaro afirmou que seu IgC - uma imunoglobulina produzida pelo organismo para defender o corpo humano de agentes infecciosos — é bastante positivo e que ele não precisaria receber o imunizante.

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"O que acontece, você vai tomar vacina para que? Para ter anticorpos. A minha taxa de anticorpos está lá em cima. Eu te apresento o documento, estou com 991 (de IgG). Então eu estou bem. Vou tomar vacina para CoronaVac, por exemplo, que não vai chegar a essa efetividade, para que eu vou tomar? Agora, todo mundo já tomou vacina no Brasil? Depois que todo mundo tomar, eu vou decidir meu futuro aí", afirmou o presidente.

Ademais de colocar dúvida sobre a eficácia da vacinação para combater a pandemia, Bolsonaro novamente defendeu medicamentos com ineficácia comprovada contra a covid-19, como a hidroxicloroquina e a ivermectina. Nesse momento a transmissão foi cortada de forma repentina.

"A gente não vai falar aqui de tratamento inicial, virou um crime falar em tratamento inicial. Ano passado me senti mal e tomei um negócio aí para malária e me curei no dia seguinte. Eu talvez tenha sido infectado nos últimos dias, de vez em quando tomo ivermectina, não vou negar isso aí, e estou com esse...", dizia o presidente, quando o sinal foi interrompido.

Na mesma quinta-feira, foi deunciado que o plano de saúde Prevent Senior realizou um estudo para testar o uso de hidroxicloroquina, associada à azitromicina, para tratar a covid-19. Em um dossiê, recebido pela CPI da Covid e divulgado pela GloboNews, há indícios que a empresa escondeu mortes de pacientes que receberam o tratamento.

Mas houve tempo para o presidente declarar que acredita que não tomou decisões erradas em relação a pandemia.

"Eu não sou médico, mas não errei nenhuma. Não chutei. Conversei com muitos médicos, fiz lives, palestras na presidência da República, liguei para embaixadores em outros países, falei com médicos e, logicamente, tudo o que eu falava tinha uma materialidade. Era pancada o tempo todo. Não erramos nenhuma, até quando começaram a falar que causava arritmia, bateram em mim."

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