Queiroga contraria ministro da Casa Civil e diz que não haverá exigência de jogadores vacinados na Copa América

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BRASÍLIA — O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, contrariou o ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, e afirmou nesta sexta-feira que nao haverá exigência de vacinação dos atletas e das comissões técnicas dos países que irão disputar a Copa América em junho. A declaração foi feita em entrevista ao jornal "Correio Braziliense".

Na útlima segunda-feira, o ministro Luiz Eduardo Ramos afirmou que todos os jogadores e integrantes das delegações de cada delegação seriam vacinados.

— São dez times com dois grupos, 65 pessoas por delegação. Todos vacinados. Foi a imposição que tratamos com a CBF. Não há documentos assinados, apenas tratativas. Inclusive a seleção brasileira, também será vacinada — afirmou Ramos.

Na entrevista o jornal, entretanto, o ministro Marcelo Queiroga negou que haverá vacinação dos jogadores. Segundo ele, outros eventos esportivos já estão ocorrendo no Brasil, como o Campeonato Brasileiro.

Queiroga destacou que existirá um protocolo de testagem dos atletas produzido pela Conmebol e referendado pelo Ministério da Saúde. Segundo o ministro, a Copa América não é um evento mundial como os Jogos Olímpicos de Tóquio. No caso das Olimpíadas, toda a delegação brasileira foi vacinada.

— Os campeonatos estão acontecendo, inclusive eventos internacionais e a exigência (da vacinação) não é uma obrigação. Vai acontecer a Olimpíada, esse sim um grande evento mundial do esporte. Há protocolos de segurança da Conmebol e o Ministério da Saúde está avaliando esses protocolos para verificar se são adequados,. Há uma política de testagem dos jogadores e dos integranes da comissão técnica — afirmou.

Segundo o ministro, o torneio, que virou o centro de uma polêmica dentro da Seleção Brasileira, fuincionará em um esquema parecido com o de uma bolha, em que os jogadores deixarão o estádio e irão diretamente para o hotel.

— Caso se encontre postividade, o atleta é imediatamente afastado e isolado. Não tem publico nos estádio, os atletas vão sair dos estádios e vão para o hotel. Vai se criar uma bolha. São quatro cidades e os governadores todos concordaram em sediar o evento. Não é incumbencia do Ministério da Saúde autorizar a realização do evento esportivo. O Ministério tem que assegurar que os protoclos são adequados e as autoridadees sanitárias estaduais tem que fiscalizar seu cumprimento — disse.

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