Queiroga critica Doria após pedido por vacinação de crianças: 'Pior gestão da pandemia'

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, publicou em seu perfil nas redes sociais críticas diretas a João Doria (PSDB), nesta quinta-feira. Para Queiroga, o governador de São Paulo teve a “pior gestão durante a pandemia entre todos os Estados”. A publicação foi uma resposta ao próprio Doria, que havia mencionado o ministro em um apelo pela vacinação de crianças de 5 a 11 anos.

Ainda na manhã desta quinta-feira, na porta do Ministério da Saúde, Queiroga havia afirmado que a faixa etária de 5 a 11 anos é “onde se identifica menos óbitos em decorrência da Covid-19” e, por isso, o ministério não precisa decidir sobre a vacinação em crianças com urgência. Segundo o ministro, “os óbitos de crianças estão dentro de um patamar que não implica em decisões emergenciais”.

Por meio de seu perfil no Twitter, então, o governador João Doria decidiu se manifestar. Na publicação, classificou como um crime a atitude de Queiroga e criticou o ministro.

“Não há patamar aceitável de óbitos para crianças, @mqueiroga2! Isso é crime. Vacinas salvam crianças e adultos. Salvam até os loucos negacionistas”, escreveu.

A reação do ministro veio horas depois.

"@jdoriajr agora quer reescrever a história pra tentar se eximir de ter feito a pior gestão durante a pandemia entre todos os Estados. Os paulistas não merecem um governo tão medíocre”, publicou Queiroga.

O ministro reforçou, em seguida, que “vacinas salvam vidas” e citou o presidente Jair Bolsonaro como o “responsável por comprar e distribuir cerca de 400 milhões de doses a todos os brasileiros”. Doria, por outro lado, costuma utilizar como bandeira política o início da vacinação contra a Covid-19 com a Coronavac, produzida no Brasil pelo instituto paulista Butantan. O governador estava presente quando a primeira brasileira recebeu uma dose da vacina contra a Covid-19.

O ministro valorizou ainda a redução no número de óbitos e casos da Covid-19 e publicou uma provocação: “Isso é fato. O resto é espuma de quem busca holofotes”.

A discussão sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos se intensificou depois da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Questionada pelo Ministério da Saúde, a decisão foi criticada por Bolsonaro.

No Brasil, 301 crianças morreram em decorrência da doença desde a chegada do coronavírus até o dia 6 de dezembro, o que, em 21 meses de pandemia, significa 14,3 mortes por mês, ou uma a cada dois dias.

Também pré-candidato à Presidência, assim como Doria, o ex-juiz Sergio Moro também se manifestou nas redes sobre o tema. Para ele, o atraso na vacinação dessa faixa etária é “desumano e inaceitável”.

“É desumano e inaceitável que o governo atrase a vacinação de crianças contra o coronavírus sob o argumento de que o número de óbitos infantis é baixo”, escreveu Moro.

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