Queiroga culpa SUS por piora da crise de coronavírus

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Brazilian Health Minister Marcelo Queiroga speaks during the Funds Release Ceremony for Primary Health Care in Facing Covid-19 at Planalto Palace in Brasilia, on May 11, 2021. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images
  • Ministro afirmou que sistema é incapaz de atender a demanda

  • Chefe da pasta também falou sobre a circulação da cepa indiana

  • Garantiu também que estão sendo feito acordos para aquisição de ‘kits intubação’

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou hoje, na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, que é culpa do SUS (Sistema Único de Saúde) o descontrole da pandemia de coronavírus no Brasil. Na mesma sessão, Queiroga anunciou que o governo federal tem trabalhado para frear a disseminação da cepa indiana.

"O nosso sistema de saúde, a despeito dos avanços que teve nas últimas três décadas, padecia de vicissitudes. Unidades hospitalares sucateadas, urgências lotadas, UTIs lotadas e filas de cirurgias para serem realizadas", disse. Destacou também que parte dos resultados negativos "decorre das carências do nosso sistema de saúde".

O ministro afirmou também que foi entregue ao estado do Maranhão, o primeiro a detectar a presença da cepa indiana do coronavírus no Brasil, um novo lote de 300 mil doses de vacinas.

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“Agora, se essa ação é suficiente para conter uma transmissão comunitária, gostaria de dizer que seria, mas o Reino Unido que possui uma sistema de saúde muito mais amadurecido do que o nosso, não conseguiu conter”, disse.

Queiroga também comentou sobre a exoneração do superintendente da Saúde no Rio de Janeiro, George Divério, publicada hoje (26) no Diário Oficial, e afirmou que a decisão não teve interferência política. Divério é um militar da reserva e havia sido indicado pelo predecessor de Queiroga, Eduardo Pazuello.

"Não me compete fazer um juízo de valor, neste momento, de culpabilidade ou não daquele agente público, mas diante do que foi sucitado no Jornal Nacional, o ministro da Saúde tomou a decisão que devia tomar. Exonerei o servidor sem nenhum prejuízo em relação à ampla defesa e ao contraditório", garantiu.

O ministro aproveitou para falar sobre o que mercado de oxigênio hospitalar, que ele classificou como “oligopolizado”. Queiroga acredita ser necessário combater a dependência brasileira dentro deste mercado.

Queiroga também anunciou que, por meio da Opas (Organização Pan-americana de Saúde), o Brasil comprou 2,5 milhões de itens para o ‘kit intubação’ e mais insumos hospitalares serão adquiridos.

"O ministério da Saúde, sabedor do caráter insidioso dessa doença, se prepara para ter esses insumos para socorrer estados e municípios, se for o caso", disse.

Por fim, o ministro afirmou que será firmado um contrato de ‘encomenda tecnológica’ com a AstraZeneca no próximo dia 1. Com o acordo, a Fiocruz poderá fabricar IFA (Insumo Farmacêutico Ativo), necessário para fabricação de vacinas.

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