Queiroga descarta uso da Covaxin e diz que Brasil já tem doses suficientes

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Queiroga garantiu que Covaxin não será utilizada no Brasil (Andressa Anholete/Getty Images)
Queiroga garantiu que Covaxin não será utilizada no Brasil (Andressa Anholete/Getty Images)
  • Queiroga explicou que o Brasil não utilizará vacinas não aprovadas pela Anvisa, caso da Covaxin

  • Segundo o ministro, o país já possui doses suficientes para imunizar toda a população

  • A compra das doses de Covaxin pelo governo Bolsonaro está sendo investigada pela CPI da Covid 

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, descartou nesta quarta-feira a utilização da Covaxin no Brasil. Ele confirmou que o Programa Nacional de Imunização não conta esta vacina e nem com a Sputnik V.

A declaração foi dada na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. Queiroga explicou que a pasta não utilizará vacinas que não receberam o aval da Anvisa, caso da Covaxin, que tem sido alvo de investigação da CPI da Covid.

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“A vacina produzida pela Bharat Biotech, Covaxin, tem sido alvo de discussões. O Ministério da Saúde, através de sua Diretoria de Integridade, que é composta de integrantes da CGU (Controladoria-Geral da União) e da nossa assessoria jurídica, orientou a suspensão desse contrato por questão de conveniência e oportunidade. Portanto, o Ministério da Saúde não conta, dentro do PNI, com agentes imunizantes que não tenham obtido aval da Anvisa de maneira definitiva ou emergencial”, declarou Queiroga.

A aquisição da Covaxin pelo governo de Jair Bolsonaro tem sido um dos principais focos da CPI da Covid nas últimas semanas. Há suspeita de superfaturamento e tráfico de influência na negociação. O presidente também está sendo investigado por prevaricação, após ter sido informado de possíveis irregularidades na compra dos imunizantes.

Compa de doses da Covaxin tem sido investigada pela CPI da Covid (Pavlo Gonchar/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
Compa de doses da Covaxin tem sido investigada pela CPI da Covid (Pavlo Gonchar/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

Queiroga tentou distanciar-se do caso e lembrou que a compra da Covaxin foi realizada antes de sua gestão na Saúde. Ele destacou, também, que exonerou o diretor de Logística da pasta, Roberto Dias, acusado de pedir propina de US$ 1 por dose.

"Brasil já possui doses suficientes"

Tanto a Covaxin quanto a Sputnik V obtiveram autorização para importação apenas pelo Brasil, e em caráter excepcional. Queiroga avaliou, porém, que estas vacinas não se fazem necessária, pois o país já dispõe de doses suficientes para imunizar sua população.

“O que temos de número de doses já é o suficiente para imunizar a população brasileira até o fim do ano. O que temos feito é buscar a antecipação de doses”, garantiu.

Segundo Queiroga, o Brasil já adquiriu 600 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19. Ele afirmou que a previsão é de entrega de 40 milhões de doses em julho e mais 60 milhões em agosto.

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