Queiroga diz a governadores que fará campanha pelo uso de máscaras e fixa meta de vacinar 2,4 milhões por dia

Paula Ferreira
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BRASÍLIA— Em uma reunião que durou cerca de três horas, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse a governadores que vai fazer uma campanha de comunicação para conscientizar a população sobre o uso de máscaras. Ao longo da conversa, Queiroga fixou ainda a meta de vacinar 2,4 milhões de pessoas por dia.

O ministro explicou que a meta inicial é vacinar um milhão de brasileiros diariamente e, depois que esse patamar for alcançado, ampliar a quantidade de pessoas imunizadas para 2,4 milhões. Ao longo da conversa, Queiroga falou ainda sobre o desejo de ampliar a testagem e manifestou preocupação com a escassez de medicamentos e oxigênio.

A possível campanha publicitária, segundo participantes da reunião, foi a principal medida concreta anunciada pelo ministro para o combate à pandemia. Apesar de não haver encaminhamentos, a conversa foi considerada positiva. Queiroga não abordou a adoção de medidas de restrição a nível nacional, que vem sendo um pleito dos governadores para conter a disseminação do vírus.

— O Governo federal está empenhado em aumentar a capacidade de vacinação e imunizar toda a população brasileira. O Butantan e a Fiocruz, nossos fornecedores brasileiros de vacinas, nos asseguram entregas que poderão vacinar 1 milhão de pessoas por dia. Vamos buscar essa meta de vacinação e, após, atingir a capacidade máxima de vacinação do País que é de 2,4 milhões por dia— disse o ministro aos gestores estaduais.

Segundo ele, o Brasil tentará aumentar a quantidade de vacinas que tem a receber da aliança global Covax Facility. Atualmente, o país tem um contrato para receber doses correspondentes a 10% da população, totalizando 42,5 milhões de pessoas. O ministro afirma que pretende aumentar essa participação, para que o país receba imunizantes para 20% da população.

As entregas das vacinas enviadas pelo Covax Facility estão atrasadas e, nesta sexta, após se reunir com o ministro, a representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) afirmou que pedirá à Organização Mundial de Saúde (OMS), líder do consórcio, que priorize as entregas para o Brasil.

De acordo com o ministro, a situação do país em relação à demanda por oxigênio está sendo acompanhada pela pasta, que adquiriu caminhões no Canadá pra transportar o insumo no país.

Queiroga disse ainda que pediu a lideranças religiosas que orientem os fieis sobre a conduta no feriado.

— Conversei com autoridades religiosas, com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e com pastores de outras orientações cristãs, para que, nessa Páscoa, seja passada uma mensagem para que os brasileiros adotem medidas de bloqueio de vírus— disse o ministro.