Queiroga diz que Covaxin está suspensa e que o Brasil já tem doses suficientes compradas de vacinas contra a Covid-19

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BRASÍLIA — O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta quarta-feira, em audiência na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, que o Programa Nacional de Imunização (PNI) não vai contar com imunizantes que não têm o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anivsa), como a vacina indiana Covaxin. A compra do imunizante é alvo da CPI da Covid.

— A vacina produzida pela Bharat Biotech, Covaxin, tem sido alvo de discussões. O Ministério da Saúde, através de sua Diretoria de Integridade, que é composta de integrantes da CGU (Controladoria-Geral da União) e da nossa assessoria jurídica, orientou a suspensão desse contrato por questão de conveniência e oportunidade. Portanto, o Ministério da Saúde não conta, dentro do PNI, com agentes imunizantes que não tenham obtido aval da Anvisa de maneira definitiva ou emergencial — disse Queiroga, citando também o caso da vacina russa Sputinik V.

O ministro destacou também que o Brasil já comprou 600 milhões de vacinas contra a Covid-19. De acordo com Queiroga, 40 milhões de doses serão entregues em julho e 60 milhões em agosto.

— Entendemos que o que temos de número de doses já é o suficiente para imunizar a população brasileira até o final do ano. O que temos feito é buscar a antecipação de doses.

Na audiência, o ministro disse também que o orçamento do Ministério da Saúde ainda é “pouco” para a enfrentamento da pandemia. Queiroga defendeu que o governo atue em sintonia com o Congresso.

— Temos uma expectativa de um orçamento talvez maior no Orçamento que o Ministério da Saúde dispõe nos últimos anos e, creio, que ainda é pouco para o que nós temos que enfrentar, mas temos que trabalhar em conjunto com os estados e municípios para fazer com que essas verbas sejam alocadas com apropriação — afirmou Queiroga.

Segundo o ministro, o orçamento de 2021 é estimado é de R$ 131 bilhões, acrescidos de R$ 38 bilhões em créditos extraordinários, totalizando R$ 169 bilhões destinados às ações de saúde. Ele afirmou que o orçamento é “zero” para créditos “discricionários”, destacando a importância das emendas parlamentares.

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