Queiroga diz que variante ômicron já é prevalente no Brasil

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*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  02-09-2021, 12h00: O ministro da Saúde Marcelo Queiroga durante entrevista à imprensa. O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado dos ministros Tarcísio Freitas (Infraestrutura), Ciro Nogueira (Casa Civil) e Paulo Guedes (Economia), durante cerimônia de Lançamento de Autorizações Ferroviárias, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 02-09-2021, 12h00: O ministro da Saúde Marcelo Queiroga durante entrevista à imprensa. O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado dos ministros Tarcísio Freitas (Infraestrutura), Ciro Nogueira (Casa Civil) e Paulo Guedes (Economia), durante cerimônia de Lançamento de Autorizações Ferroviárias, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que tem observado um aumento de casos de Covid-19 num cenário em que a variante ômicron já é prevalente no Brasil.

"Infelizmente, ela [ômicron] já é prevalente aqui no Brasil, nós estamos assistindo o aumento de casos. E como em outros países que tem uma campanha forte como a nossa [de vacinação], a nossa expectativa é que não tenha um impacto em hospitalização e em óbitos", disse a jornalistas nesta terça-feira (11).

No Brasil, o primeiro caso foi anunciado em 30 de novembro. A variante ômicron já representa 92,6% dos testes positivos para detecção de Covid no Brasil, indica levantamento feito por laboratórios.

A primeira morte causada pela variante ômicron no Brasil foi confirmada no dia 6 de janeiro pela Secretaria de Saúde da cidade de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana de Goiás.

O paciente, de 68 anos, era hipertenso e tinha doença pulmonar obstrutiva crônica. De acordo com a pasta, ele havia recebido três doses de vacina contra a Covid-19: duas no esquema primário e uma de reforço.

O ministro disse ainda que todas as vacinas aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) podem ser avaliadas para o programa de vacinação, inclusive a Coronavac para crianças caso tenha o aval da agência reguladora.

"O presidente [Jair Bolsonaro] disse que todas as vacinas aprovadas pela Anvisa podem ser consideradas para o Plano Nacional de Operacionalização. Se a Anvisa aprovar, o Ministério da Saúde vai analisar as condições dessa aprovação e, como de costume, liberar esse imunizante para a população brasileira", informou.

Como o jornal Folha de S.Paulo mostrou, o Ministério da Saúde avalia usar a Coronavac em crianças caso o imunizante seja aprovado pela Anvisa.

Como a vacina é a mesma utilizada em adultos, estados já se planejam para aplicar doses no público infantil. Hoje, há estoques, e o imunizante é apontado por especialistas como boa opção para crianças.

O Instituto Butantan entrou com novo pedido para a aprovação do uso da Coronavac em crianças e adolescentes, de 3 a 17 anos, em 15 de dezembro. O prazo de avaliação da Anvisa ainda não terminou.

No Brasil, apenas a vacina da Pfizer é aprovada pela Anvisa para ser aplicada em crianças de 5 a 11 anos. O Ministério da Saúde irá receber 20 milhões de doses da Pfizer no primeiro trimestre deste ano.

"A primeira remessa chegará dia 13 e será prontamente distribuída aos municípios", disse Queiroga a jornalistas.

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