Queiroga ironiza ritmo de vacinação no Brasil: "Se acelerar demais, pode escorregar na curva"

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Marcelo Queiroga está em Nova York para acompanhar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que discursará da abertura da Assembleia-Geral da ONU (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)
Marcelo Queiroga está em Nova York para acompanhar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que discursará da abertura da Assembleia-Geral da ONU (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)
  • Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, elogiou vacinação contra a covid-19 no Brasil

  • Segundo Queiroga, é preciso tomar cuidado com a aceleração da vacinação, porque "você pode escorregar na curva"

  • Ministro da Saúde está em Nova York acompanhando o presidente Jair Bolsonaro

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, elogiou a vacinação contra a covid-19 no Brasil e evitou falar sobre uma possível aceleração do processo de imunização no país. A declaração foi dada a Nova York, onde Queiroga está para acompanhar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que falará na abertura da Assembleia-Geral da ONU.

“Às vezes, acelerando demais você pode escorregar na curva e sobrar. O Brasil já vai muito bem na vacinação”, declarou o ministro ao deixar o hotel onde a comitiva brasileira está hospedada.

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Segundo Queiroga, até o fim do mês de outubro, todos os brasileiros com mais de 18 anos estarão vacinados com as duas doses: “Temos uma perspectiva real, em função das doses que estamos distribuindo, de no final de outubro termos toda a população acima de 18 anos vacinada com as duas doses. Já começamos a distribuir vacinas para os idosos para dar a dose de reforço”.

Atualmente, o Brasil tem 37,6% da população imunizada com as duas doses, ou dose única. Já com a primeira dose, 66,39% já receberam o imunizante, mas ainda não completaram o esquema vacinal.

Na última semana, o Ministério da Saúde recomendou a suspensão da vacinação de adolescentes entre 12 e 17 anos sem comorbidades, em função da suspeita de um evento adverso grave, que levou a morte de uma adolescente de 16 anos. Nesta segunda-feira (20), a pasta admitiu que se tratava de uma doença autoimune rara, e ainda não sabe se há relação com a vacina. A mãe da adolescente nega que o imunizante tenha levado a filha a óbito.

“O Brasil já vacinou mais de 3,5 milhões de adolescentes. Tivemos um evento adverso e a mim, como autoridade sanitária, cabe analisar os eventos adversos. Eles existem, mas não são motivo para suspender campanha de vacinação ou relativizar seus benefícios. Mas a autoridade sanitária tem de avaliar esses casos para fazer as notificações devidas”, declarou Queiroga.

“Mesmo que tenha sido evento adverso ligado à vacina, não invalida a vacinação. O que o governo já defendeu é que os adolescentes deveriam ir depois. A gente precisa avançar nos acima de 18 anos, então a questão é de prioridade, de logística. E eu tenho defendido obedecer às recomendações do Programa Nacional de Imunização, o que lamentavelmente não é feito”.

Discurso de Bolsonaro na ONU

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vai discursar na Assembleia-Geral da ONU na próxima terça-feira (21). A expectativa do Itamaraty é que Bolsonaro apresenta uma agenda positiva, com o intuito de melhorar a imagem do Brasil.

Segundo informações do Estadão, diplomatas tentam emplacar um anúncio de Bolsonaro de doação de vacinas contra a covid-19 para países da América Latina que vivem situação crítica, como Paraguai e Haiti.

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