Queiroga lança programa de atenção básica e diz que 'cuidar de mães e crianças' foi pedido de Michelle Bolsonaro

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    37.ª Primeira-dama da República Federativa do Brasil

BRASÍLIA— Um dia após liberar vacinação de crianças contra Covid-19, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, lançou um programa para financiar pediatras e ginecologistas na atenção básica e afirmou que "cuidar de mães e crianças" foi um pedido feito a ele pela primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Durante o evento, Queiroga citou um efeito adverso raro de vacina que gerou a morte de uma gestante.

O programa "Cuida mais Brasil", lançado nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde, repassará R$194 milhões para ampliar o número de pediatras e ginecologistas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). A pasta tem como meta aumentar de 5,7 mil para 8 mil o número de pediatras e de 5,3 mil para 7 mil a quantidade de ginecologistas-obstetras.

Durante o evento, o ministro afirmou que o número de óbitos de gestantes e crianças caiu durante a pandemia. Queiroga foi criticado nas últimas semanas após minimizar a necessidade de vacinas para crianças sob o argumento de que o número de mortes por Covid-19 nesta faixa etária era inexpressivo.

O governo Bolsonaro relutou em incluir crianças de 5 a 11 anos no Plano Nacional de Operacionalização contra Covid-19. A decisão de aderir à vacinação infantil foi anunciada na última quarta-feira, quando o Ministério da Saúde desistiu de exigir receita médica para a vacinação de crianças, como adiantou O GLOBO. Gestores e entidades médicas era contrários à requisição de prescrição médica por considerar que isso restringiria o acesso à vacinação, uma vez que o país vive uma realidade desigual em relação à cobertura médica.

— Nesse período que estou aqui no Ministério da Saúde, um dos momentos mais difíceis foi quando perdemos uma gestante em função de um efeito adverso de vacina. Embora vacinas sejam extraordinárias, eventos adversos podem acontecer e era na véspera do dia das mães. E eu comuniquei a primeira pessoa, a nossa primeira-dama, dona Michelle Bolsonaro, que como primeira-dama e também mãe é simbolicamente a mãe de todos brasileiros. E ela me pediu: ministro, cuide de nossas mães e das nossas crianças — afirmou Queiroga.

A portaria com a criação do programa será publicada na próxima terça-feira. Depois disso, em um período de 30 a 45 dias o programa será pactuado com estados e municípios e os recursos poderão ser repassados.

Em sua fala, Queiroga afirmou que a atenção primária é uma prioridade do governo e fez coro ao discurso anticorrupção usado como bandeira política pelo presidente Jair Bolsonaro.

— O governo do presidente Bolsonaro é um governo conservador, que tem compromisso com alocação apropriada dos recursos públicos. Não há no governo do presidente Bolsonaro qualquer dos seus ministros envolvidos em atos de corrupção. O governo tem compromisso com a vida desde sua concepção e isso se materializa nesse extraordinário programa que tenho orgulho de apresentar — disse o ministro.

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