Queiroga nega que revogação de nomeação de médica pró-cloroquina tenha a ver com tratamento precoce

·1 minuto de leitura

BRASÍLIA — Logo após suspender a nomeação da médica Mara Regina Cordeiro Pezzino para a diretoria-geral do Hospital Federal de Ipanema, no Rio de Janeiro, o ministro Marcelo Queiroga negou que a motivação fosse o posicionamento dela a favor da cloroquina. A declaração foi dada em entrevista à imprensa nesta quarta-feira.

Segundo o cardiologista, ele está avaliando todos os diretores de hospitais federais do estado. A pediatra e homeopata, que havia sido nomeada na terça, ainda pode voltar à função:

— Óbvio que não (foi por causa da cloroquina). Inclusive, ela estava indicada para o hospital de Ipanema e não quer dizer que eu não possa colocá-la lá. Eu apenas vou fazer uma análise global dos hospitais do Rio de Janeiro — afirmou o ministro.

Além de defender o tratamento precoce, a médica bolsonarista também colocou em xeque o efeito de vacinas aplicadas no país, o uso de máscaras e as estatísticas oficiais de mortos na pandemia.

Conforme revelou o Sonar, do GLOBO, as mudanças na chefia dos hospitais federais do Rio estão marcadas para ocorrer após a exoneração do então superintendente do ministério no local, o militar da reserva George Divério.

A médica aparece como signatária de manifesto chamado “em defesa da Vida e do tratamento pré-hospitalar da Covid”, que defende o uso da droga, utilizada no tratamento da malária, de lúpus e de artrite reumatoide. Em maio, a médica publicou que trata seus pacientes com os remédios e que "todos ficam curados, ninguém vai pro tubo". O próprio Queiroga já admitiu que há "consenso amplo" de que a cloroquina não funciona em ambiente hospitalar.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos