Queiroga rebate Doria e diz que falta de IFA para Coronavac é 'questao contratual'

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Brazil's Health Minister Marcelo Queiroga arrives to give a press conference to talk about the federal government response to the COVID-19 pandemic at the Planalto presidential palace in Brasilia, Brazil, Wednesday, April 14, 2021. (AP Photo/Eraldo Peres)
Brazil's Health Minister Marcelo Queiroga arrives to give a press conference to talk about the federal government response to the COVID-19 pandemic at the Planalto presidential palace in Brasilia, Brazil, Wednesday, April 14, 2021. (AP Photo/Eraldo Peres)
  • O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que a falta de IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) para a produção da Coronavac no Brasil é uma "questão contratual" entre o Instituto Butantan e a China

  • Mais cedo, o governador João Doria (PSDB) disse que o processo de produção da Coronavac está totalmente parado devido a falta de insumos

  • O governador atribui o atraso à crise diplomática causada por críticas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à China; Segundo o Instituto Butantan, há 10 mil litros dos insumos a espera de autorização

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta sexta-feira (14) que a falta de IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) para a produção da Coronavac no Brasil é uma "questão contratual" entre o Instituto Butantan, que desenvolve o imunizante no país, e a China.

"A questão do Butantan com a China é uma questão contratual. Espero que esse suprimento de IFA ocorra normalmente e a produção se regularize para que tenhamos também disponível a vacina CoronaVac como tem sido desde o começo do ano", defendeu Queiroga sem dar mais detalhes.

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Mais cedo, o governador João Doria (PSDB) disse que o processo de produção da Coronavac está totalmente parado devido a falta de insumos e que o ritmo de imunização contra a Covid-19 no estado de São Paulo pode diminuir. 

O governador atribui o atraso à crise diplomática causada por críticas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à China. Segundo o Instituto Butantan, há 10 mil litros dos insumos no país asiático a espera de autorização. 

Na declaração de hoje, Queiroga ainda disse que a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) tem recebido IFA da China para a produção da AstraZeneca normalmente. Além disso, ele defendeu que o Brasil tem "relações muito boas com todos os países, inclusive com a China".

"Temos relações muito boas com todos os países, inclusive com a China. É um parceiro comercial importante do Brasil (...) Eu me reuni já pelo menos duas ou três vezes com o embaixador Yang Wanming (embaixador da China no Brasil) e não há nenhum problema diplomático do Brasil com a China", disse o ministro.

Último lote da Coronavac foi entregue

Nesta sexta, o Instituto Butantan entregou o último lote da Coronavac, de cerca de 1 milhão de doses. A produção da vacina foi totalmente paralisada nesta semana.

"Quando vamos parar? Nós esperamos de fato que o programa estadual não pare. Podemos diminuir o ritmo, mas nos até esse momento não paramos", disse a coodenadora estadual de imunização, Regiane de Paula.

Até o momento, há vacinas para os grupos anunciados até o próximo dia 21, que inclui pessoas com comorbidades e deficiência permanente.

"Todos sabem, temos um entrave diplomático, fruto de declarações desastrosas feita pelo governo federal contra a China e isso gerou um bloqueio por parte do governo chinês da liberação do embarque dos insumos", disse Doria.

Já o presidente do instituto, Dimas Covas, disse hoje que não há previsão de quando deve retomar a produção da CoronaVac. A informação foi dada após ele se reunir com representantes do laboratório Sinovac Biotech, que desenvolve a vacina na China.

At the press conference on July 21, 2020 in Sao Paulo, Brazil , Governor João Doria (PSDB) announces the beginning of the testing of the Chinese vaccine CORONAVAC in Brazilian volunteers at Hospital das Clínicas? SP. 20,000 doses of the vaccine were sent to the Butantã Institute to combat the pandemic of the New Coronavirus (Covid19), according to the Government of São Paulo the forecast to make the vaccine available to the population should occur in the beginning of 2021. (Photo: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Sipa USA)(Sipa via AP Images)
Em abril, o Butantan parou de envazar a CoronaVac na fábrica do Brasil, mas continuou com o processo de rotulagem e controle de qualidade para entregar as doses restantes ao Ministério da Saúde. (Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Sipa USA)

Contrato com o Ministério da Saúde

A entrega das doses já faz parte do segundo contrato do Instituto Butantan com o governo federal, de 54 milhões de doses que deveriam ser entregues até o dia 30 de agosto. O primeiro lote, de 46 milhões de doses, foi finalizado na última quarta-feira (12).

Como consequência da falta de vacinas, pelo menos 15 estados brasileiros suspenderam a aplicação da CoronaVac, seja da primeira ou da segunda dose.

Em abril, o Butantan parou de envazar a CoronaVac na fábrica do Brasil, mas continuou com o processo de rotulagem e controle de qualidade para entregar as doses restantes ao Ministério da Saúde.

IFA para vacina da Oxford

A vacina Oxford/AstraZeneca, produzida pela Fiocruz, também precisa do Insumo Farmacêutico Ativo para ser fabricada no Brasil.

Nesta sexta-feira (14), a Fiocruz anunciou que receberá um novo lote de matéria prima no dia 22 de maio e, depois, mais um carregamento para o dia 29.

Confira o calendário de vacinação contra a covid em SP:

  • 6 de maio: 60, 61 e 62 anos

  • 10 de maio: pessoas com Sindrome de Down, Imunossiprimidas pacientes transplantados, pacientes renais em terapia

  • 11 de maio: metroviários e ferroviários; gestantes e puérperas com comorbidades; pessoas com deficiência permanente entre 55 e 59 anos

  • 14 de maio: pessoas com comorbidades entre 55 e 59 anos

  • 17 de maio: grávidas e puérperas com comorbidades com mais de 18 anos

  • 18 de maio: motoristas e cobradores de ônibus

  • 21 de maio: pessoas com comorbidades entre 45 e 49 anos e pessoas com deficiência permanente (BPC) entre 45 e 49 anos

Saiba quais as comorbidades estão contempladas no Plano Nacional de Imunização:

  • Doenças cardiovasculares

  • Insuficiência cardíaca

  • Cor-pulmonale e hipertensão pulmonar

  • Cardiopatia hipertensa

  • Síndrome coronarianas

  • Volvopatias

  • Miocardiopatias e pericardiopatias

  • Doença de Aorta, dos Grandes Vasos e Fistolas arteriovenosas

  • Arritmias cardíacas

  • Cardiopatias congênitas no adulto

  • Próteses valvares e dispositivos cardiacos implantados

  • Diabetes mellitus

  • Pneumopatias crônicas graves

  • Hipertensão arterial resistente

  • Hipertensão arterial estágio 3

  • Hipertensão estágios 1 e 2 com lesão e órgão alvo

  • Doença cerebrovascular

  • Doença renal crônica

  • Imunossuprimidos

  • Anemia falciforme

  • Obesidade mórbida

  • Cirrose hepática

  • HIV

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