Queiroga tem novo resultado positivo para Covid e seguirá isolado nos EUA

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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 29.07.2021 - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante entrevista coletiva para falar sobre a apuração das denúncias de proposta de compra de vacinas da Covaxin, contra a Covid, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 29.07.2021 - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante entrevista coletiva para falar sobre a apuração das denúncias de proposta de compra de vacinas da Covaxin, contra a Covid, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou em suas redes sociais nesta sexta-feira (1°) que continuará em quarentena nos Estados Unidos após o novo resultado de exame de Covid ter dado positivo para a doença.

"Infelizmente, o exame RT-PCR que fiz ontem continua positivo, o que me impede de retornar ao Brasil ainda hoje. Sigo trabalhando a distância p/ acelerar a imunização dos brasileiros. Agradeço a todos que estão torcendo por mim. Estou sem sintomas e logo logo estarei de volta", publicou.

O ministro da Saúde recebeu diagnóstico de Covid-19 no dia 21 de setembro durante viagem a Nova York para acompanhar Jair Bolsonaro na Assembleia-Geral da ONU. Foi a segunda contaminação confirmada na comitiva que acompanhou o presidente brasileiro no país.

O ministro estava hospedado no mesmo hotel que Bolsonaro e permaneceu no local. Ao embarcar para os EUA, apresentou resultado negativo para o coronavírus, segundo uma das autoridades presentes na comitiva.

Queiroga esteve em vários eventos ao lado do presidente, como o jantar que terminou em confusão. Na ocasião, ele mostrou o dedo do meio a ativistas que protestavam contra o governo.

No dia seguinte, Queiroga esteve no encontro com o premiê britânico, Boris Johnson --que depois se reuniu com o presidente dos EUA, Joe Biden. Ao ser questionado sobre o primeiro caso de Covid na comitiva, o ministro disse: "Estamos em pandemia, e coisas assim [contaminações] podem acontecer".

Como o jornal Folha de S.Paulo mostrou, o ministro completou seis meses à frente do Ministério da Saúde durante o período de quarentena em Nova York. O médico Marcelo Queiroga vive seu pior momento no governo federal.

O ministro promove uma série de agrados ao presidente Jair Bolsonaro para se agarrar ao cargo, ainda que contrarie técnicos da própria pasta e desgaste a relação com os gestores do SUS (Sistema Único de Saúde).

Os acenos ao bolsonarismo ofuscam avanços na campanha de vacinação e a queda das internações na pandemia.

Escolhido para assumir a Saúde no auge da crise sanitária e substituir o general Eduardo Pazuello, Queiroga foi apresentado como técnico. Ele abriu a gestão defendendo máscara e vacina, mas passou a concentrar esforços nas pautas sensíveis ao bolsonarismo.

Para agradar ao presidente, o médico autorizou estudos sobre desobrigar o uso das máscaras, afastou da Saúde nomes vetados por apoiadores do governo e usou argumentos frágeis ao tentar impedir a vacinação de adolescentes sem comorbidade.

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