Queiroz participa de festa de deputado estadual do Rio na quadra do Salgueiro

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O deputado estadual do Rio Rodrigo Amorim (PSL) escolheu a quadra do G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro para comemorar, neste domingo, seu aniversário e de seu irmão, o vereador carioca Rogério Amorim (PSL). Entre os convidados do bolsonarista, marcou presença na festa o policial militar reformado Fabrício Queiroz, ex-assessor do hoje senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Queiroz é investigado no esquema de "rachadinhas" no antigo gabinete de Flávio na Alerj.

Nas redes sociais, o ex-PM fez questão de compartilhar registros com o deputado estadual, de quem é amigo há tempos. Queiroz também publicou outras fotos durante a celebração, inclusive com o vereador Rogério Amorim. A festa também teve a presença de outros deputados estaduais, como o vice-líder do PSL e presidente da Comissão de Defesa do Meio Ambiente (CDMA) na Alerj Gustavo Schmidt, além de Jalmir Júnior (PRTB) e Rosane Felix (PSD).

Posts de Queiroz e Rodrigo juntos, inclusive, não são novidade. No perfil do parlamentar, há registros de 2017 e 2018 com confraternizações da dupla. Em um deles, o deputado bolsonarista chegou a escrever que estava “ao lado de bons amigos celebrando mais uma união”. Em outra, foi mais sucinto: “Fechamento total”, publicou.

Após a repercussão da presença de Queiroz no evento, Rodrigo Amorim comentou as fotos ao lado do amigo e disse que “não se deixa um soldado para trás”.

"Não faço política com traição ou abandono, o Queiroz foi importante na campanha de 2018, bem como na de 2016, quando fui vice na chapa de Flávio Bolsonaro. Jamais vou tratá-lo com ingratidão, haja o que houver. Se o Ministério Público considera que ele deve alguma explicação à Justiça, que seja feito na forma da lei. Mas não se deixa um soldado para trás", argumentou o deputado estadual.

No fim de novembro, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) anulou quatro dos cinco relatórios feitos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que embasaram a investigação das “rachadinhas” no gabinete de Flávio Bolsonaro. Outras partes da investigação, como a quebra do sigilo fiscal e bancário do parlamentar e todas as decisões tomadas pelo juiz de primeira instância Flávio Itabaiana, que tocou o caso até 2020, já tinham sido anuladas pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Além disso, o colegiado da Suprema Corte negou pedido do Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro para devolver a investigação para a primeira instância. Com isso, foi mantida a decisão do Tribunal de Justiça (TJ) estadual que deu foro privilegiado a Flávio.

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