Queixa em Paris contra Mohammed bin Salman

Continua a polémica à volta da visita do príncipe herdeiro saudita a França e do encontro com Emanuel Macron.

Várias associações de direitos humanos recordaram o papel de Mohammed bin Salman no assassinato de Jamal Khashogghi, e duas delas apresentaram uma queixa por cumplicidade na morte do jornalista.

O documento de 42 páginas afirma que bin Salman "é cúmplice da tortura e do desaparecimento forçado do jornalista” e que "não goza de imunidade de acusação porque, como príncipe herdeiro, não é chefe de estado.

A Amnistia Internacional destaca a importância destas ações. Em declarações à Euronews, a secretária-geral da organização defendeu que a possibilidade de se poder avançar com medidas legais é muito positiva. “Significa que não damos espaço à impunidade. E se essas medidas embaraçarem Mohammed bin Salman e Emmanuel Macron, já é uma vitória para nós”, declarou Agnès Callamard.

Vários líderes mundiais já foram condenados no Tribunal Penal Internacional por tortura ou crimes de guerra, mas os casos continuam a ser raros, e só acontecem quando estes líderes saem do poder.

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