Quem é Iga Swiatek, bicampeã de Roland Garros e favorita a criar hegemonia no tênis

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A reação de Iga Swiatek ao ver Robert Lewandowski na arquibancada da quadra Philippe Chatrier foi a de quem ainda não entende bem o tamanho que pode alcançar. A tenista polonesa, logo após se tornar bicampeã de Roland Garros aos 21 anos, arregalou os olhos numa típica expressão de fã diante do compatriota, atacante da seleção, duas vezes eleito o melhor futebolista do mundo, de saída do Bayern de Munique.

Ela ainda terá tempo para processar o tamanho das conquistas. Sábado, atropelou a americana Coco Gauff por 2 sets a 0, parciais de 6/1 e 6/3, em 1h08. A facilidade reforça o status de melhor tenista do circuito, número 1 do ranking mundial, com 35 vitórias consecutivas.

Os números a colocam na dianteira para ocupar um lugar vago no tênis feminino. Falta uma tenista realmente dominante desde o último título de Grand Slam da americana Serena Williams, o Aberto da Austrália de 2017. Desde então, foram 20 finais de Grand Slam, com 13 campeãs diferentes.

As que chegaram mais perto disso no período foram Naomi Osaka, com quatro títulos, e Ashleigh Barty, com três. Entretanto, a japonesa vive às voltas com as questões de saúde mental, que eventualmente a afastam do circuito. Tanto que ela é atualmente a 36ª do ranking, posição que não condiz com seu talento. Já a australiana, aos 26 anos, depois de vencer o Grand Slam disputado na terra natal, em janeiro, surpreendeu o mundo ao anunciar a aposentadoria três meses depois. Com isso, o caminho está aberto para a polonesa.

Estímulo de berço

Aparentemente, Iga Swiatek não tem problemas de falta de competitividade. Filha mais nova de um remador que competiu nos Jogos de Seul, em 1988, com uma dentista, cresceu sendo estimulada pelo pai para se tornar uma atleta profissional. De início, sua maior rivalidade era com a irmã mais velha. Agata Swiatek chegou a jogar no circuito de jovens, mas abandonou o tênis aos 15 anos por problemas de lesão. Atualmente, é dentista como a mãe. A irmã caçula seguiu a carreira no esporte, como o pai queria.

Ela ganhou os holofotes quando venceu o título em Roland Garros pela primeira vez, em 2020. Tinha 19 anos e se tornou a tenista mais nova a vencer o torneio de simples em Paris desde Maria Sharapova, em 2004. Com a segunda conquista, deixou a russa para trás, assim como a lenda Serena Williams. É atualmente a mais jovem a ser bicampeã do Aberto da França desde Monica Seles, que venceu o segundo título do torneio aos 18 anos, em 1991.

Com dois títulos de Grand Slam no saibro, 16 partidas e 16 vitórias na temporada, a qualidade de Swiatek no piso está confirmada. Mas especialistas da WTA consideram a polonesa uma tenista com qualidades para jogar no mais alto nível também na grama e no piso duro. Este ano, ela já venceu quatro WTA 1000 — o Aberto do Catar, Indian Wells, o Aberto de Miami e o Aberto da Itália. Os três primeiros no piso duro e o último no saibro. Este ano, foi semifinalista no piso duro do Aberto da Austrália.

Ela ainda terá pela frente na temporada o Aberto dos EUA, também no duro, e Wimbledon, na grama. Provavelmente estará entre as oito melhores do ranking para disputar o WTA Finals, em outubro, em local ainda não definido. A depender dos resultados, subirá mais na carreira. Ontem, na entrevista pós-título, foi grande ao usar boné com finas nas cores da Ucrânia.

— Gostaria de dizer algo para o povo ucraniano. Sigam fortes. O mundo está com vocês — afirmou, para ser em seguida ovacionada pelo público francês.

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