Quem é a repórter que usou braçadeira LGBTQIAP+ no pré-jogo da Inglaterra

Comentarista da BBC na Copa do Mundo no Catar, Alex Scott, que apareceu no pré-jogo de Inglaterra x Irã com a braçadeira do arco-íris “One Love”, é uma ex-jogadora da seleção inglesa, que atuava como lateral-direita.

Em toda sua carreira, Scott conquistou seis títulos da primeira divisão, sete da Copa da Inglaterra, todos com o Arsenal. Além de integrar a equipe que faturou a primeira - e única, até agora - taça da Liga dos Campeões com os Gunners. Em 2021, ela foi anunciada como a primeira mulher a comentar jogos na língua inglesa dentro do FIFA 22, simulador de futebol de videogame.

— Alex é uma voz inspiradora no mundo do futebol, pois ela continua desenvolvendo seu talento do campo para o estúdio. Autenticidade e imersão são o que tornam o FIFA especial, por isso, temos muito entusiasmo em incluir a experiência e visão de Alex no FIFA 22 como parte de nossa equipe de comentários em inglês — comentou David Jackson, vice-presidente da marca EA SPORTS FIFA.

Durante a carreira como jogadora, Scott acumulou 140 partidas pela Inglaterra e representou o Time da Grã-Bretanha nos Jogos Olímpicos de 2012. Desde que se aposentou do futebol, em 2017, ela rapidamente se tornou uma das mais reconhecidas e celebradas especialistas de futebol do Reino Unido, representando uma nova geração de comentaristas de futebol que trazem sua perspectiva única para o jogo.

A Inglaterra é uma das seleções que anunciou que não iria entrar em campo com o adereço nos braços dos capitães. Com as cores do arco-íris, a faixa é um símbolo a favor da inclusão e contra a discriminação de pessoas LGBTQIAP+. A decisão aconteceu após ameaças de possíveis sanções esportivas.

País de Gales, Bélgica, Holanda, Suíça, Alemanha e Dinamarca são outras seleções que tinham se comprometido a jogar com o acessório, mas o gesto foi proibido pela Fifa. No país anfitrião do torneio, a causa LGBTQIAP+ é criminalizada. Demonstrações de afeto entre indivíduos do mesmo sexo, por exemplo, não são permitidas em público.

Temendo punições por parte da Fifa, que poderiam ir de multas até mesmo sanções esportivas, as federações das seleções afirmaram que não colocarão os jogadores como alvo de possíveis problemas disciplinares.