Quem aceitou e quem se negou a cantar na Copa do Mundo do Catar

A poucos dias do início da Copa do Mundo do Catar, que começa no próximo domingo, 20 de novembro, a Fifa ainda não confirmou todas as atrações musicais da cerimônia de abertura, que acontece no estádio Al Bayt, a 40km de Doha, antes da partida entre Catar e Equador. Até o fechamento desta matéria, o único nome 100% fechado para para se apresentar é Jungkook, um dos sete integrantes da banda pop sul-coreana BTS.

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Confira abaixo os nomes confirmados, em suspenso e os que já negaram participar da festa.

Quem vai

Jungkook, do BTS

Quem pode ir

Shakira: intérprete da música oficial da Copa do Mundo de 2010, sediada na África do Sul, o nome da colombiana tem aparecido fortemente como um dos grandes a se apresentar na abertura. No entanto, a jornalista Adriana Dorronsoro, no "El programa de Ana Rosa", garantiu que ela não vai participar do show.

Black Eyed Peas: a banda, que também se apresentou em 2010, é esperada para retornar ao palco da Fifa 12 anos depois, segundo o jornal inglês "Telegraph".

Robin Willians: também segundo o "Telegraph", o inglês faz um repeteco. Ele já cantou em 2018, na Rússia, e agora vai ao Catar.

Nora Fatehi: a cantora canadense, de ascendência indiana, é outra na lista de especulações.

Quem não vai

Rod Stewart: o cantor inglês disse ao jornal "Sunday Times" que recusou propostas para tocar na abertura por causa de posições políticas. "Na verdade, me ofereceram muito dinheiro, mais de US$ 1 milhão, para tocar lá há 15 meses. Eu recusei. (...) Não é certo. E os iranianos também deveriam estar fora (do Mundial) por fornecer armas", acrescentou o artista, fazendo referência ao fornecimento de drones explosivos do Irã à Rússia, que foi suspensa de todas as competições da Fifa e da Uefa em fevereiro, após a invasão da Ucrânia.

Dua Lipa: A cantora inglesa deu um jeito de acabar com os boatos de que ela estaria no Mundial. Fez um stories no Instagram dizendo que nunca houve tratativa para se apresentar na abertura e disse que pretende visitar o Catar quando o país cumprir com políticas de direitos humanos.

No país, a homossexulidade é crime e a pena pode ser a morte. Inclusive, o embaixador da Copa do Mundo do Catar, Khalid Salman, já se referiu ao tema como "dano mental".

As obras da Copa também tem sido alvo denúncias de trabalho análogo à escravidão. Em fevereiro de 2021, o jornal britânico The Guardian informou que 6,5 mil trabalhadores da Índia, Paquistão, Nepal, Bangladesh e Sri Lanka haviam morrido no Catar desde que o país conquistou o direito de sediar a competição.