Quem é Caio Paes de Andrade, cotado para presidir a Petrobras

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Paes de Andrade é secretário de desburocratização da Economia. Foto: Divulgação
Paes de Andrade é secretário de desburocratização da Economia. Foto: Divulgação
  • Paes de Andrade foi vetado anteriormente por não ter experiência necessária à função;

  • Movimento ocorre após Adriano Pires ter desistido de assumir o cargo;

  • A nova indicação só deverá ser conhecida com a desistência oficial de Pires, o que ainda não ocorreu.

Após o economista e consultor Adriano Pires ter desistido de assumir a presidência da Petrobras na segunda-feira (4), Caio Paes de Andrade, secretário da desburocratização da Economia, é cogitado novamente pelo governo.

O nome de Paes de Andrade não é novo entre as possíveis indicações ao cargo. Anteriormente, o secretário entrou no páreo com o próprio Adriano Pires. Mas Bento Albuquerque, Ministro de Minas e Energia, preferiu o consultor, uma vez que Paes de Andrade não tinha experiência na área.

Formado em comunicação social pela Universidade Paulista, O secretário de desburocratização da Economia não aposta necessariamente em seu currículo para a investidura do cargo. Paes de Andrade é ligado a figuras importantes dentro do governo.

Subordinado direto de Paulo Guedes, que, inclusive, recentemente fez coro para sua indicação à presidência da estatal, Paes de Andrade cultiva relações estreitas com o filho do presidente da república e senador, Flávio Bolsonaro. Segundo a Veja, o secretário conta com a simpatia de Flávio para ser oficialmente indicado ao cargo.

Além disso, o nome de Paes de Andrade também tem bom trânsito político no governo e é visto como um bom gestor. É reconhecido principalmente pelo trabalho de digitalização dos serviços públicos, por meio do portal Gov.br. Ele comanda o processo desde agosto de 2020. Antes, presidiu a Serpro.

O cargo está vago desde que Bolsonaro decidiu demitir Silva e Luna por conta da alta dos preços dos combustíveis em ano eleitoral. Inicialmente, o nome escolhido para o cargo foi de Adriano Pires, consultor que tinha apoio do centrão Pires, porém desistiu.

A decisão de Pires ocorreu em meio a especulações sobre potenciais conflitos de interesse relacionados a anos de trabalho como consultor de empresas privadas de petróleo e gás, algumas delas com negócios que concorrem com a estatal.

A nova indicação só deverá ser conhecida com a desistência oficial de Pires, o que ainda não ocorreu.

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