Quem é Magno Malta, possível ministro da Família do governo Bolsonaro

Reprodução/instagram/magnomalta

Assim que as urnas anunciaram que Jair Bolsonaro (PSL) havia derrotado Fernando Haddad (PT) e se tornara o novo presidente da República, a primeira pessoa a falar para os brasileiros na televisão não foi o vencedor, mas o senador Magno Malta (PR-ES).

Antes do primeiro discurso oficial, Bolsonaro encarregou o aliado, que é pastor da Igreja Evangélica Assembleia de Deus Vitória em Cristo, de fazer uma oração: “Os tentáculos da esquerda jamais seriam arrancados sem a mão de Deus”, disse.

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Malta, chamado de “vice dos sonhos” por Bolsonaro em maio, está na política de 1993. Ele recusou o convite para ser o segundo homem mais poderoso da República para tentar a reeleição no Senado, mas não obteve sucesso. No entanto, não deve ficar fora da política. Especula-se que pode ser o possível ministro da Família, pasta que reuniria Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, segundo o jornal Folha de S. Paulo.

“Vou ser ministro, sim”, afirmou o senador ao jornal O Globo na sexta-feira, embora ainda não tenha havido anúncio oficial por parte do presidente eleito ainda.

Antes de despontar na política, Malta era cantor de uma banda gospel de pagode. Foi vereador e chegou à Câmara Dos Deputados em 1998. Em 2004, conquistou uma vaga no Senado, onde permanecerá até o final deste ano.

Ficou conhecido por seus posicionamentos conservadores e polêmicos e é um dos principais defensores do fim do casamento igualitário no Brasil.

Já se aliou ao ex-presidente Lula e foi cabo eleitoral de Dilma Rousseff. Também já apareceu ao lado do presidente Michel Temer em 2017. Em entrevista à Folha no começo do ano, disse que “foi enganado pelo PT”.

“Em 2002 viajei pelo Brasil ‘desatanizando’ Lula. Mas o eleitor sabe que, assim como ele, eu fui enganado. Fizeram [os petistas] striptease moral em praça pública”, disse, na época.

Em março deste ano, quando o Supremo Tribunal Federal autorizou transexuais a alterar o registro civil sem necessidade de cirurgia, ele falou sobre o assunto na tribuna do Senado:

“O Supremo votou agora que o macho que se sente transgênero pode entrar no banheiro de mulher, e a minha mulher, minhas filhas não podem falar nada, para não constrangê-lo. Mas o cara pode mijar em pé, respingar o vaso todo”, disse.