Quem é Marcelo Queiroga, o novo ministro da Saúde de Bolsonaro

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O presidente Jair Bolsonaro escolheu o médico Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, para substituir Eduardo Pazuello como ministro da Saúde.

A confirmação de Queiroga para ocupar o cargo veio do próprio presidente em papo rápido com apoiadores na saída do Palácio do Planalto.

"Foi decidido agora à tarde a indicação do médico, doutor Marcelo Queiroga, para o Ministério da Saúde. Ele é presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia. A conversa foi excelente, já conhecia há alguns anos, então não é uma pessoa que tomei conhecimento há poucos dias. Tem tudo no meu entender para fazer um bom trabalho, dando prosseguimento em tudo que o Pazuello fez até hoje", afirmou Bolsonaro.

Quem é Marcelo Queiroga

Presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Marcelo Queiroga chega ao cargo com o desafio de chefiar a pasta no pior momento da pandemia no país e com uma forte pressão pela vacinação em massa da população.

Bolsonaro também prometeu, sem explicar detalhes, que o novo ministro será responsável por um amplo programa de vacinações. "No tocante a vacinas, um programa bastante ousado, mais de 400 milhões de doses contratadas até o final do ano. Este mês vamos receber mais de 4 milhões de vacinas, e essa política de vacinação em massa continuará cada vez mais presente em nosso governo."

Marcelo Queiroga tem bom trânsito no governo Bolsonaro

Marcelo Queiroga já tinha demonstrado ter um bom trânsito no governo mesmo antes de ser anunciado como ministro. Ele agrada não só Bolsonaro como também a militância do presidente nas redes sociais, mesmo defendendo o isolamento social.

Qual o perfil de Marcelo Queiroga para ser ministro?

Com perfil técnico, Queiroga fez parte da equipe de transição do governo na área da saúde e foi indicado por Bolsonaro para assumir um cargo na direção da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Onde Marcelo Queiroga se formou médico?

Formado em medicina pela Universidade Federal da Paraíba, Queiroga tem mais de 30 anos de experiência como médico. Hoje, ele cursa doutorado em Bioética na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, em Portugal. Ele também é diretor do Departamento de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (Cardiocenter) do Hospital Alberto Urquiza Wanderley, em João Pessoa, na Paraíba.

O que há no currículo de Marcelo Queiroga?

No currículo enviado ao Senado, Queiroga informou ser diretor do Departamento de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (Cardiocenter) do Hospital Alberto Urquiza Wanderley, em João Pessoa, e cardiologista do Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita (PB).

Marcelo Queiroga ja é indicado para a ANS

Em dezembro do ano passado, Queiroga foi indicado por Bolsonaro para ser um dos diretores da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A indicação ainda não foi votada pelo Senado Federal.

Como Marcelo Queiroga quer combater a pandemia?

Para o novo ministro, é preciso dar gás ao programa de imunização do país, uma referência pela capilaridade e pela agilidade, para cair a pressão contra os hospitais. "Mais vacinados, menos doentes", diz. "Mas, daqui, é fácil falar. Temos um país continental e de múltiplas realidades. Não é preciso inventar a roda, basta colocarmos em prática tudo o que a ciência já nos mostrou que funciona", afirma.

O que não vai entrar em seu cardápio será a cloroquina, diz. O medicamento é defendido por Bolsonaro e integra o "tratamento precoce" contra a Covid-19 também receitado por muitos médicos. "A própria Sociedade Brasileira de Cardiologia não recomendou o uso dela nos pacientes". "E nem eu sou favorável porque não há consenso na comunidade científica", reafirma Queiroga.

Ministério da Saúde vive crise desde 2020

Depois de um processo de fritura, com troca de alfinetadas públicas, Luiz Henrique Mandetta foi demitido em abril de 2019, no início da crise causada pela pandemia da covid-19.

O então ministro da Saúde não aceitou recomendar hidroxicloroquina no tratamento da doença e destacava a não comprovação da eficácia do medicamento, além de defender medidas de isolamento social.

Luiz Henrique Mandetta deixou o governo em 2020 (Andressa Anholete / Getty Images)
Luiz Henrique Mandetta deixou o governo em 2020 (Andressa Anholete / Getty Images)

Escolhido como substituto, Nelson Teich também se recusou a indicar a cloroquina. Assim como Mandetta, Teich é médico e declarava que o medicamento tem efeitos colaterais e deve ser usado com cuidados.

O ex-ministro ainda tentou adotar em sua gestão medidas de combate ao coronavírus, como diretrizes para restrições de circulação de pessoas.

Isolado no governo, ele pediu exoneração com menos de um mês no cargo e foi substituído pelo seu secretário-executivo, general Eduardo Pazuello.

Sob o lema de que “um manda, o outro obedece”, em relação a Bolsonaro, o militar acatou as ordens do Planalto e recomendou “tratamento precoce” sem comprovação científica, não apoiou medidas de distanciamento social, atrasou a vacinação no país e foi omisso no colapso do sistema de saúde, principalmente em Manaus, onde pacientes morreram asfixiados pela falta de oxigênio medicinal.

A Procuradoria-Geral da República abriu uma investigação para apurar a negligência do Ministério da Saúde sob o comando de Pazuello. No Congresso, senadores pressionam para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Diante desse cenário, a permanência do general à frente da pasta se tornou insustentável. Agora com a adoção de um discurso pró-vacina, o Palácio do Planalto também avalia que a demissão de Pazuello pode estancar a perda de popularidade de Bolsonaro.

Já foram ministros da Saúde no governo Bolsonaro:

  • Ex-deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS)

  • Médico Nelson Teich

  • General do Exército Eduardo Pazuello

O que faz o ministério da Saúde?

O Ministério da Saúde é o órgão do Poder Executivo Federal responsável pela organização e elaboração de planos e políticas públicas voltados para a promoção, prevenção e assistência à saúde dos brasileiros.

É função do ministério dispor de condições para a proteção e recuperação da saúde da população, reduzindo as enfermidades, controlando as doenças endêmicas e parasitárias e melhorando a vigilância à saúde, dando, assim, mais qualidade de vida ao brasileiro.

Quando surgiu o ministério da Saúde?

O primeiro Ministério com ações na área da saúde foi criado em 1930, durante o governo de Getúlio Vargas, com o nome de Ministério dos Negócios da Educação e Saúde Pública. Em 1937 passou a se chamar Ministério da Educação e Saúde. Em 25 de julho de 1953 foi definido como Ministério da Saúde.

Quais unidades são vinculadas a ministério da Saúde?

  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

  • Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)

  • Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS)

  • Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás)

  • Fundação Nacional de Saúde (Funasa)

  • Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

  • Grupo Hospitalar Conceição (GHC)

  • Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into)

  • Instituto Nacional de Câncer (Inca)

  • Instituto Nacional de Cardiologia (INC)

Marcelo Queiroga foi segunda opção de Bolsonaro

A médica Ludhmila Hajjar foi a primeira opção para assumir o Ministério da Saúde e recusou a oferta do presidente. Apesar da recursa, ela deu sugestão de quatro medidas que avalia essenciais para que o país vença esta batalha.

Quais são as medidas que Ludhmila Hajjar considera essenciais contra a pandemia?

  1. Ativação de novos leitos

  2. Protocolo nacional de tratamento para pacientes internados

  3. Vacinação em massa

  4. Busca de novos remédios

Ludhmila, porém, não demonstrou muito otimismo em relação à realização destes pontos e considerou o momento do país "bastante sombrio", em entrevista à GloboNews. Ela afirmou, ainda, que a preocupação do governo Bolsonaro parece mais voltada à economia e aos impactos sociais do que à contenção da pandemia.

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