Quem é o médico preso por estuprar pacientes e investigado por pornografia infantil

Anestesista gravou a si próprio abusando sexualmente de, pelo menos, duas mulheres sedadas

Médico anestesista colombiano foi preso em sua própria casa nesta segunda - Foto: Reprodução/TV Globo
Médico anestesista colombiano foi preso em sua própria casa nesta segunda - Foto: Reprodução/TV Globo
  • Médico anestesista foi preso por abusar sexualmente de, pelo menos, duas pacientes sedadas

  • Ele gravou a si próprio abusando dessas mulheres em salas de cirurgia

  • O suspeito também detinha mais de 20 mil arquivos de abusos sexuais infantis

Um anestesista colombiano foi preso nesta segunda-feira (16) pela manhã, no Rio de Janeiro, acusado de estupro de vulnerável, após gravar a si próprio abusando de, pelo menos, duas pacientes sedadas.

Andres Eduardo Oñate Carrillo, de 32 anos, também é investigado por exploração de pornografia infantil por possuir mais de 20 mil mídias com exploração sexual de menores de idade.

Nascido na Colômbia, Andres se formou na Universidade de Magdalena, em Santa Marta, em 2015, chegando ao Brasil dois anos depois para realizar residência médica em anestesiologia.

O rapaz prestou o Revalida e, em janeiro de 2022, obteve inscrição do Conselho Federal de Medicina para exercer a prática. Até a prisão, sua situação no país estava regularizada.

A companheira do rapaz, também médica e colombiana, veio ao Brasil em 2016 para cursar uma especialização. Em setembro do ano passado, eles noivaram, após Andres pedi-la em casamento em Paris, aos pés da Torre Eiffel.

Bastante ativo nas redes sociais, o anestesista costuma publicar fotos da noiva e da cachorrinha deles e não levantava suspeitas entre seus conhecidos.

Entenda o caso

Andres foi preso nas primeiras horas desta segunda em sua residência, na Tijuca. A noiva do rapaz abriu a porta para os policiais, que adentraram a casa, acordaram e deram voz de prisão ao acusado.

A investigação que resultou na detenção do anestesista começou em dezembro, após a Polícia Federal identificar uma vasta movimentação de arquivos pornográficos em posse do rapaz.

O caso foi encaminhado à Polícia Civil e, diante dos indícios, foi autorizada a quebra de dados de compartimentos do celular do suspeito, identificando mais de 20 mil mídias com abusos sexuais infantis.

Dentre todos estes arquivos, três deles chamaram a atenção dos investigadores. Neles, o próprio Andres aparecia abusando sexualmente de pacientes sedadas em salas de cirurgia.

Em uma das filmagens, o anestesista aproveita que está sozinho com a vítima, esfrega e introduz o pênis na boca da mulher, anestesiada por ele próprio.

Andrés teria conseguido parte destes arquivos convencendo crianças a enviá-los. Segundo os investigadores, ele criou um perfil falso no qual simulava ser um garoto menor de idade.

A partir daí, ele se aproximava de outras crianças, ganhava a confiança das mesmas e pedia que elas lhe enviassem fotos e vídeos com conteúdo sexual.

“Encontramos gravações de tela de seu celular com conversas com crianças que enviavam fotos e vídeos. Como esses dispositivos se apagam, ele aproveitava para gravar e armazenar o conteúdo para utilização futura”, explicou ao g1 o delegado Luiz Henrique Marques.