Quem são os delegados alvos da operação contra bingos?

Dinheiro apreendido na casa da delegada Adriana Belém, que está entre os delegados investigados na operação. Foto: Reprodução.
Dinheiro apreendido na casa da delegada Adriana Belém, que está entre os delegados investigados na operação. Foto: Reprodução.
  • Os delegados são Adriana Belém e Marcos Cipriano

  • Cipriano era investigado por ligação com Ronnie Lessa

  • MPRJ encontrou R$ 2 milhões na casa de Adriana

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou na manhã desta terça-feira (10) a Operação Calígula, para desarticular um grupo envolvido em casas de apostas e bingos. Entre os alvos, estão o contraventor Rogério de Andrade, o PM reformado Ronnie Lessa — réu pela morte da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes — e outras 27 pessoas.

Até agora, cinco pessoas já foram presas. De acordo com as investigações, Rogério e Ronnie abriram casas de apostas e bingos na Zona Oeste do Rio pelo menos desde 2018.

Além deles, são investigados dois delegado. A primeira é a delegada Adriana Belém, que foi encaminhada para a Corregedoria da Polícia Civil para prestar esclarecimentos. Ela entregou o cargo de titular da 16ª DP (Barra da Tijuca) em janeiro de 2020, depois que dois agentes com quem trabalhava foram presos por envolvimento com milicianos de Rio das Pedras, onde atuava Lessa, pela Operação Intocáveis II.

Naquela época, um procedimento chegou a ser aberto, mas Adriana não era uma das investigadas. No entanto, o MPRJ, na operação Calígula, apreendeu R$ 2 milhões em sua casa.

Também em 2020, Adriana se candidatou a vereadora e teve 3,5 mil votos. Sua campanha chamou a atenção ao contar com diversas personalidades: Adriano Imperador, Edmundo, Deco, Djalminha, Amoroso, Dudu Nobre, Xande de Pilares, Mc G15 e David Brazil.

Em abril de 2022, ela foi nomeada para um cargo na Secretaria Municipal de Esportes e Lazer do Rio de Janeiro. Segundo o Portal da Transparência, seu salário é de R$ 8.345,14. Ela foi exonerada nesta terça-feira (10), segundo informações da prefeitura.

O outro delegado alvo da operação é Marcos Cipriano, que atua no cargo há mais de 20 anos. Ele é alvo de investigações da Corregedoria da Polícia Civil desde 2021 por conta de uma ligação telefônica com Ronnie Lessa.

O delegado negou as acusações no começo da investigação e já prestou depoimento sobre o caso. Segundo ele, a ligação com Lessa aconteceu antes das acusações de assassinato.

Cipriano seguiu trabalhando e, em setembro de 2021, foi indicado e aprovado como conselheiro para a Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Rio (Agenersa) pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Uma ação para pedir a anulação de sua nomeação chegou a ser protocolada na Justiça, alegando falta de conhecimento técnico para a função.

Segundo a Polícia Civil, nem Adriana, nem Cipriano têm cargos na Polícia Civil no momento. Adriana está de licença e Cipriano atua em outra instituição.

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