'Quer fazer graça quando tem que fazer política', diz palhaço Topetão sobre Trump

Louise Queiroga
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Diante da contagem dos votos na eleição americana, os brasileiros lotaram a internet com memes. Tiveram piada, imagem, ironias... E sobrou até para o palhaço carioca Topetão — que, assim como Trump, ostenta um topete na cabeleira, só que na cor azul, bem maior e mais chamativo.

Renato Ferreira, o homem por trás do Topetão, é um sucesso em todo o país com o circo que leva o seu nome e que já fez turnê em países europeus. Sobre as brincadeiras que o comparam a Trump, o brasileiro enumera as semelhanças e as diferenças que enxerga entre sua criação artística e o empresário e político republicano.

— Bom, são dois topetudos! Um é palhaço, literalmente. E o outro quer fazer graça quando tem que fazer política. E ele já é uma figura cômica. Aliás, o Trump é um empresário que é meio artista. Ele já fez programas de televisão e é excêntrico — descreve Renato, que analisa: — Ele não tem cabelo e põe o topete como se tivesse, mas é porque ele tem algo a esconder, e não me pergunte o que é, porque eu não sei. Eu tenho muito cabelo e não tenho que esconder a careca.

Considerando as sugestões de Trump em pedir recontagem dos votos, o que poderia resultar como uma ida ao tapetão, com o perdão do trocadilho, Topetão acredita que tal atitude seja provocada por uma “falta de argumentos” do americano.

— Ele quer colocar lenha na fogueira. Eu não diria que ele quer montar o circo, porque o circo é muito organizado, é uma família. Esse trocadilho não cabe nesse caso. Ele age assim por falta de argumentos, fala qualquer coisa, e as pessoas estão cansadas dessa falta de cuidado com o outro — afirma Renato, que, embora apresente fios azuis enquanto está sob os holofotes, garante que a cor das madeixas não tem qualquer relação com um apoio a Biden: — O Topetão não tem opinião política. A cor do cabelo é mera coincidência, já usada há anos.