'Querem fazer a gente pedir desculpa porque estuda', diz Ciro após fala sobre favela

Ciro voltou a se defender após ter dito que seria “serviço pesado” tratar sobre determinados temas na favela. (Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)
Ciro voltou a se defender após ter dito que seria “serviço pesado” tratar sobre determinados temas na favela. (Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)

Nesta sexta-feira (2), o candidato à sucessão presidencial Ciro Gomes (PDT) voltou a se defender da repercussão dada a fala dele sobre discursar “para gente preparada” em evento na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Na ocasião, ele disse que seria “serviço pesado” tratar sobre os mesmos temas numa favela.

Segundo Ciro, o destaque a esse trecho específico é uma “hipocrisia demagógica que pretende aviltar o debate” e para fazê-lo “pedir desculpas porque estuda”.

"Querem agora estabelecer para mim, alguma distinção hipócrita como se eu, ao falar a um conjunto de ilustres juristas, tivesse a mesma facilidade que eu tenho quando sistematicamente abordo a questão dos pobres. É uma hipocrisia demagógica que pretende aviltar o debate. Fazer a gente pedir desculpa porque estuda, porque aborda a complexidade dos problemas, embora traduzi-los seja tarefa nossa", afirmou em evento da OAB/SP.

Em conversa com a imprensa, o pedetista afirmou ser o único candidato com programa de mudança de modelo econômico visando a proteção dos brasileiros pobres contra a “manipulação politiqueira”.

Ciro ainda criticou os líderes nas pesquisas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) por, segundo ele, estarem “puramente copiando" as propostas dele. Ele deu como exemplo o imposto sobre grandes fortunas, de Bolsonaro, e a reestruturação de dívidas sugerida por Lula.

Veja as últimas pesquisas eleitorais para presidente:

Atentado a Kirchner

O presidenciável voltou a mencionar o ataque sofrido pela vice-presidente da Argentina Cristina Kirchner na noite desta quinta-feira (1º). Segundo ele, o caso “enche os brasileiros de vergonha”, por ter sido cometido por um brasileiro.

Ciro vinculou o ocorrido ao assassinato do guarda municipal petista Marcelo Arruda, no Paraná. Durante uma festa de aniversário com tema do Partido dos Trabalhadores, Marcelo foi morto por um defensor do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o candidato, os adversários “se recusam, querem simplificar de uma forma grosseira, incitando paixões e ódios que estão produzindo esse tipo de episódio”. Ele ainda apontou que a polarização arma “radicais enlouquecidos”.