"Queria que fosse só acidente, não assassinato", diz mulher do ambientalista Ferrugem

Laudo comprovou que morte não foi acidente - Foto: Reprodução/TV Globo
Laudo comprovou que morte não foi acidente - Foto: Reprodução/TV Globo
  • Laudo mostrou que a morte do ambientalista Ferrugem não foi causada por acidente

  • Rapaz teria sido asfixiado por enforcamento ou por mata-leão

  • Viúva disse que preferia que tudo não tivesse passado de um acidente

Esposa do ambientalista Adolfo Duarte, o Ferrugem, encontrado morto no início do mês na Represa Billings, em São Paulo, desabafou sobre o laudo que apontou que o marido foi morto por asfixia, e não por afogamento.

Em entrevista à TV Globo, Uiara Duarte lamentou a descoberta de que Ferrugem tenha morrido por asfixia mecânica, que teria sido causada por um aperto no pescoço com as mãos ou por meio de mata-leão.

"Estou muito triste e desde o começo pedi a Deus que não fosse isso. Ele não merecia. Estou arrasada por ter terminado assim. Queria muito que tivesse sido só um acidente porque eu aceitaria melhor dentro de mim, que tivesse sido uma imprudência, mas que não tivesse sido um assassinato, porque é isso que a gente pensa. Uma comunidade toda está arrasada", declarou.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou a existência de marca no pescoço da vítima, que comprava a asfixia. Desde a descoberta, a polícia passou a investigar o caso como homicídio qualificado.

A Justiça decretou na última quarta-feira (24) a prisão preventiva dos quatro jovens que estavam no barco com Ferrugem no momento em que o ambientalista caiu na água.

A defesa dos rapazes considerou a decisão injusta e manteve a versão inicial de que o ambientalista caiu na água após um tranco no barco.

Um perito do IC, porém, elaborou laudo e descartou a possibilidade de a embarcação ter sofrido o tal tranco.

Detalhes do ambientalista

Ferrugem era formado em história e trabalhava fazendo passeios com jovens pela represa, além de coordenar uma ONG de defesa do meio ambiente, a Meninos da Billings.

No dia 1º de agosto, porém, o rapaz desapareceu na água por volta das 19h. Segundo os jovens que estavam no barco, ele teria caído ao lado de uma jovem, auxiliado no resgate dela, mas desaparecido na sequência.

Os rapazes, então, conseguiram conduzir a embarcação de volta à margem da represa. Ao informarem a população local sobre o que havia acontecido, eles teriam sido agredidos.