‘Quero acreditar que a democracia brasileira nos permita ter um governo de quatro anos’, diz Guedes

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BRASÍLIA — O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse esperar que a “democracia brasileira" permita a conclusão do mandato de quatro anos do presidente Jair Bolsonaro. O ministro participou de uma sessão na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira.

Guedes afirmou que, nas últimas eleições para presidente, a democracia brasileira criou uma alternativa do que chamou de “conservadores e liberais” para assumir o governo do país depois de anos de “centro-esquerda” no poder. O ministro questionou se, depois desse tempo, não era possível manter a “centro-direita”, como ele caracteriza o governo, por quatro anos.

— Eu quero acreditar que a democracia brasileira nos permita ter um governo de quatro anos. Depois de 30 anos de centro-esquerda, será que não pode ter quatro anos de centro-direita? — questionou o ministro.

Guedes afirmou que nunca viu ou participou de “troca de dinheiro embaixo da mesa” no governo. Ele citou também o “Centrão”, grupo que apoia o governo aglutinados em torno do pre

— O Centrão pra mim é o centro. Eu não estou vendo, nem participando de nenhuma troca de dinheiro embaixo de mesa, de cueca, nada disso estou vendo. Se tiver havendo, eu vou acusar o mesmo culpado de sempre, o estatismo — afirmou.

O ministro ainda pediu respeito entre as instituições e citou a Presidência, o Congresso, o Supremo e a Imprensa.

— Quando perdemos respeito uns pelos outros nós desacreditamos as instituições. Alguém que foi eleito Presidente da República merece respeito. Você não pode desacreditar a instituição da Presidência, batendo todo dia, que tudo tá errado, tirando qualquer mérito — disse.

Ainda segundo Guedes, não houve escândalo de corrupção no governo em dois anos. O ministro chegou a citar que “todo dia” há uma “cunhada que falou, o primo disse” e ressaltou que não pode desacreditar a instituição da Presidência.

— Em dois anos não tem escândalo de corrupção e todo dia tem a cunhada falou, o primo disse, não sei quem falou. Então achem, provem e removam se houver, mas você não pode descredenciar a presidência e vice-versa — disse o ministro.

Na segunda-feira, o portal UOL publicou um áudio da ex-cunhada do presidente Bolsonaro, a fisiculturista Andrea Siqueira Valle, em que ela indica a participação do presidente no caso das rachadinhas.

Guedes também fez uma menção indireta aos trabalhos da CPI da Covid. No contexto do pedido de respeito entre as instituições, o ministro disse que tem “senador querendo prender a pessoa dando depoimento”.

— Estou vendo hoje senador querendo prender a pessoa dando depoimento, quebrando sigilo. Vamos criar um estado policial no Brasil? Todo mundo vai quebrar sigilo de todo mundo nos últimos 10 anos? Traz a Coaf aqui, quebra todo mundo? Pode ser, pra mim não tem problema. Agora nós queremos criar esse estado de desrespeito, policialesco?

Durante os depoimentos na CPI, houve pedidos de prisão, por parte dos senadores, de depoentes que supostamente estavam mentindo.

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