‘Quero que as pessoas tenham orgulho de dizer que são da Zona Norte’, afirma novo subprefeito da região

Carolina Ribeiro
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Divulgação

RIO — Aos 31 anos, o empresário Diego Vaz assume o compromisso de ser subprefeito da Zona Norte na gestão do prefeito Eduardo Paes. “Cria” do Méier, diz que vai iniciar a gestão retomando serviços básicos para a população, mas não quer parar por aí. Entre seus planos estão projetos de inclusão social para a população mais carente e auxílio à geração de emprego e renda.

Qual a sua ligação com a Zona Norte?

Sou nascido e criado no Méier, e minha família tem uma empresa têxtil em Cavalcanti, onde trabalhei 15 anos. Passei minha adolescência jogando futsal no Mello Tênis Clube e no Sport Club Mackenzie, e me formei em Engenharia Têxtil no Senai Cetiqt, no Riachuelo. Não posso dizer que conheço tudo porque são 76 bairros e mais de dois milhões de habitantes, mas é uma região que conheço bastante e com a qual tenho forte ligação.

Quais são as maiores demandas da população?

Recebo muitas mensagens pelas redes sociais e tento responder a todas para dar uma satisfação aos moradores. Reclamam muito sobre os serviços básicos que não estão funcionando como antes, como poda de árvore, corte de grama, buraco na rua, poste sem iluminação... Nosso objetivo é arrumar a casa, colocar as coisas em ordem, mas não queremos trabalhar apenas sob demanda dos serviços que estão dentro do planejamento das secretarias. Queremos planejar a cidade, pensar em projetos maiores; é o que a região precisa.

Pode adiantar alguns desses projetos?

Queremos atuar em prol da inclusão social, governar também para os que são mais necessitados. Planejamos ampliar o projeto Hortas Cariocas, no Parque Madureira, que além de doar alimentos para famílias carentes gera renda para os trabalhadores. Vamos retomar os programas Gari Comunitário e Eletricista Comunitário, capacitar mulheres chefes de família e fortalecer o comércio local de bairros e comunidades, como Maré, Jacaré, Chapadão e Jardim América, locais que precisam de uma visão carinhosa da gestão. O comércio fortalecido gera emprego para os próprios moradores, e eles não precisam se deslocar para outras regiões.

A prefeitura iniciou uma ação de fiscalização e revitalização de estações do BRT. Como a subprefeitura pode ajudar?

São 22 estações na região, sete fechadas, algumas depredadas, sem vidros e com pessoas dormindo na área interna. Nestes primeiros 15 dias do ano, vamos realizar ações em quatro em funcionamento: três em Madureira (Paulo da Portela, Mercadão e Manaceia) e uma em Vicente de Carvalho. Há um planejamento de médio e longo prazos para todo o serviço, porém, devido à situação calamitosa do município e ao nível de depredação, não conseguimos reabrir todas as estações agora. Outra ação importante é a ronda da Guarda Municipal para orientação de passageiros e para evitar invasões. Já percebemos uma melhora.

Os camelôs irregulares, em bairros como Madureira e Bonsucesso, são alvo de reclamação dos moradores. A questão está no seu radar?

A nossa visão é o respeito ao trabalhador ambulante, mas temos que manter a ordem urbana. Vamos planejar espaços para que os ambulantes atuem após serem cadastrados como microempreendedores, para que possam contribuir com o município e fiquem seguros ao trabalhar, sem prejudicar o comércio do entorno. Se não respeitarem as medidas, a ação ficará a cargo da Secretaria Ordem Pública.

Em sua visão, quais são os principais desafios da sua gestão como subprefeito?

Queremos melhorar a vida das pessoas, causar um impacto positivo, principalmente para os que mais precisam, além de, claro, retomar os serviços. As pessoas, incluindo eu, meus pais e meus amigos, tínhamos orgulho de serem suburbanas, mas sinto que agora a população fica um pouco triste por causa da situação em que os bairros estão. Quero recuperar essa alegria, que as pessoas tenham vontade de visitar a praça do bairro, andar na rua, e se orgulhem de dizer que são da Zona Norte.

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