Questionamentos institucionais atrapalham bom andamento das eleições, diz Pacheco sobre falas de Bolsonaro

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BRASÍLIA — O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que os questionamentos do presidente Jair Bolsonaro (PL) a respeito da lisura do processo eleitoral podem atrapalhar o “bom andamento das instituições”. A declaração foi dada após o parlamentar ser questionado, em entrevista coletiva nesta sexta-feira, se as falas de Bolsonaro minam a confiança dos eleitores no processo eleitoral.

Em resposta, o senador disse que os questionamentos “não têm justa causa” e não contribuem no andamento das eleições. Frequentemente, Bolsonaro tem feito afirmações de que o processo eleitoral não seria confiável e pode ser fraudado. Não há, no entanto, provas que justifiquem tais falas.

— Claro que todo questionamento institucional às instituições, questionamentos que não têm justa causa e que não tem lastro probatório ou legitimidade, são questionamentos que não contribuem e, consequentemente, podem sim atrapalhar o bom andamento das instituições.

Pacheco deu a declaração enquanto ocupava o posto de presidente da República, já que tanto Bolsonaro, seu vice, Hamilton Mourão (Republicanos), e o presidente da Câmara (PP-AL), estavam fora do país. O presidente do Senado é o terceiro na linha sucessória do Planalto do Palácio.

De acordo com o senador, não há motivos para questionar a lisura do processo eleitoral, que já teve sua confiança provada e cuja auditoria é feita desde antes da eleição até depois do dia da votação.

— Não há motivo, repito, que já próximo das eleições tenhamos esse tipo de questionamento no Brasil. Já está assegurada a votação pelo sistema eletrônico, a confiança institucional e a segurança por parte do TSE de que é um sistema que funciona — afirmou Pacheco.

Na quinta-feira, Bolsonaro afirmou que o PL iria contratar uma empresa para fazer a auditoria nas eleições desse ano. Ele, porém, não especificou qual tipo de auditoria seria feita. Em ocasiões anteriores, o presidente já pediu a contagem pública dos votos, ou que eles possam ser impressos para serem recontados.

Pacheco, por sua vez, afirmou que a contagem e a recontagem dos votos são responsabilidades da Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que esse papel não cabe a nenhuma iniciativa privada:

— Quanto a isso, a responsabilidade é do TSE. Evidentemente que não cabe a nenhuma entidade privada, ou outra instituição, a participação na contagem e recontagem de votos, isso é um papel da Justiça eleitoral. No entanto, é absolutamente legítimo se pretender algum tipo de participação privada, de alguma empresa especializada e dentro de limites, que obviamente não é a contagem dos votos.

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