Quinze estados dos EUA aceitam plano de reestruturação da farmacêutica Purdue

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Comprimidos de OxyContin, medicamento opioide

Quinze estados dos Estados Unidos que haviam rejeitado o plano de reestruturação da Purdue, acusada de causar uma crise de dependência de opioides no país com seu medicamento OxyContin, aceitaram a proposta da farmacêutica, segundo documentos judiciais apresentados na quarta-feira (7).

De acordo com um relatório de um mediador introduzido no Tribunal Federal de Falências de Nova York, entre os 15 estados estão Nova York e Massachusetts, cujos procuradores foram particularmente agressivos contra a Purdue Pharma e seus proprietários, a família Sackler.

A procuradora-geral do estado de Nova York, Letitia James, deve abordar o assunto numa coletiva de imprensa nesta quinta-feira (8).

O acordo acertado pelos 15 estados permitirá implementar um plano de saída da falência, por meio do qual a Purdue propôs pagar cerca de 4,3 bilhões de dólares.

O acordo anunciado pelo mediador prevê o pagamento de 50 milhões de dólares adicionais por parte dos proprietários da Purdue, que também terão que publicar "dezenas de milhões de documentos" que até agora foram mantidos confidenciais, especialmente de suas conversas com advogados.

A americana Purdue Pharma, que se declarou em falência em setembro de 2019, aceitou em outubro de 2020 a culpa por fraude e violação das normas de suborno em relação à promoção agressiva de seu medicamento analgésico OxyContin, sabendo que poderia causar vícios.

Como parte de um acordo com o Departamento da Justiça dos Estados Unidos, avaliado em mais de 8 bilhões de dólares, a Purdue também anunciou que se reestruturaria para ajudar a combater o problema das overdoses de opioides.

O OxyContin é considerado o gatilho da chamada crise dos opioides, que causou mais de 500.000 mortes por overdose em 20 anos nos Estados Unidos.

Após o acordo anunciado na quarta-feira à noite, ainda restam 10 estados, entre eles a Califórnia, que rejeitam as propostas da Purdue e da família Sackler.

A crise dos opioides desencadeou um chuva de processos nos Estados Unidos contra a Purdue e outros grandes laboratórios que venderam medicamentos opioides, mas também contra distribuidoras, varejistas, farmácias e médicos que prescreveram o medicamento.

Iniciadas em muitos casos por estados e comunidades locais, essas denúncias exigem bilhões de dólares em indenização pelo custo desta crise sanitária, a pior dos Estados Unidos até a pandemia de covid-19.

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