Quinze grávidas estão entre as 715 mulheres baleadas no Rio, aponta levantamento do Fogo Cruzado

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RIO — Um levantamento feito pela plataforma Fogo Cruzado apontou que entre as mulheres baleadas no estado do Rio de Janeiro — número que soma 715 casos registrados desde 2017 — ao menos 15 delas estavam grávidas. Os dados ainda apontam que dessas, oito morreram e apenas um bebê pôde ser salvo.

Entre os motivos para mortes de grávidas por arma de fogo estão bala perdida, que soma 6 casos; execução e roubo ou tentativa; cada um com 3; homicídio, tortura ou tentativa e não identificado, um cada.

A plataforma Fogo Cruzado faz o levantamento dos dados desde 2016, o que eleva o número de registros em 66, totalizando 781. Neste período, foram registradas 289 mortes e 492 feridas —, o principal foi durante ação ou operação policial, seguido por homicídio ou tentativa do crime.

O caso mais recente de morte por bala perdida é o de Kathlen de Oliveira Romeu, de 24 anos, nesta terça-feira, durante um confronto entre policiais militares e bandidos no Lins de Vasconcelos, na Zona Norte do Rio, região da capital que registra mais dados: seis entre os 15, dos quais quatro gestantes morreram e duas ficaram feridas, o que ainda levou ao óbito quatro bebês.

No estado, o Rio de Janeiro é o município com mais registros, somando oito casos desde 2017. Na sequência vem, na Baixada Fluminense, Duque de Caxias, com três; e Nova Iguaçu e Belford Roxo com um cada; e, na Região Metropolitana, São Gonçalo com dois.

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