Ataque no Mali deixa seis soldados mortos e 15 capacetes azuis feridos

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Soldados da operação anti-jihadista francesa no Sahel, Barkhane, em 30 de maio de 2015 em Gao, norte do Mali

Seis soldados do Mali morreram e 15 capacetes azuis da missão da ONU no país, a maioria alemães, ficaram feridos nesta sexta-feira (25) em ataques separados, informaram o exército local e a organização multilateral.

Os seis soldados malineses morreram em um ataque no centro do conflituoso estado do Sahel, horas depois de um carro-bomba ferir outros 15 membros das forças de paz internacionais no norte do país.

A ministra da Defesa alemã, Annegret Kramp-Karrenbauer, disse que 12 dos soldados feridos em um atentado com carro-bomba são alemães e que três deles se encontram em estado grave.

Ela esclareceu que todos os feridos foram evacuados em helicóptero de uma base temporária perto de Tarkint, no norte do Mali, onde ocorreu o atentado.

Um soldado belga ficou ferido no ataque, segundo o comunicado do ministério da Saúde daquele país. Não foi informada a nacionalidade dos outros dois soldados.

A missão de paz da ONU no Mali (Minusma) tem 13.000 militares de diferentes países destacados em toda a vasta área semi-árida do país africano.

O Mali luta contra a insurgência islamita desde 2012. O conflito custou a vida de milhares de soldados e civis.

Apesar da presença de milhares de militares da ONU, a situação piorou no centro do país e se espalhou até mesmo para os vizinhos Burkina Faso e Níger.

"Esta manhã, uma base operacional temporária da Força Minusma perto da cidade de Ichagara, na comuna de Tarkint, região de Gao, foi alvo de um ataque com carro-bomba", relatou a Minusma no Twitter.

A Minusma estabeleceu uma base temporária desde quinta-feira para fornecer segurança para uma operação de reboque de um veículo da missão, disse uma fonte de segurança internacional.

O veículo rebocado foi danificado por um objeto explosivo artesanal que explodiu quando uma caravana da Minusma passou. Esta escoltava o deslocamento de um batalhão do exército do Mali composto por ex-rebeldes que lutaram contra as forças regulares no norte, antes da assinatura de um acordo de paz em 2015.

Por outro lado, militantes também atacaram na sexta-feira uma base militar maliense na comunidade central de Boni, onde foram mortos seis soldados, e um foi ferido.

O exército local também informou pelo Twitter que os soldados "responderam vigorosamente" aos ataques em Boni.

Os independentistas assinaram um acordo de paz em 2015. Mas o Mali continua alvo de ações de grupos relacionados com a Al Qaeda e a organização do Estado Islâmico, violência intercomunitária e tráficos de todos os tipos.

A Minusma é regularmente alvo, assim como as forças francesas e do Mali.

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