Quiosques da Barra e do Recreio têm estruturas parcialmente demolidas pela prefeitura

O Globo
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Divulgação/K7

RIO — Na noite de quinta-feira, agentes das secretarias municipais de Infraestrutura, Habitação e Conservação e de Meio Ambiente realizaram uma operação de demolição em quiosques da orla da Barra e do Recreio. Um deles teve a área construída sobre a areia totalmente demolida e outros quatro sofreram demolições parciais, tendo sido notificados a retirar toda a estrutura fixa que está em área proibida. Outros dois foram notificados e têm prazo para adequação.

As construções irregulares ocupavam, com uma estrutura fixa, a área de faixa de areia destinada à recuperação da vegetação de restinga. A Secretaria de Meio Ambiente diz que já havia notificado e autuado os proprietários anteriormente, com prazo para adequação.

Dono de um dos quiosques, Marcelo Cunha, responsável pelo K7 do Postinho, na Barra.afirmam que os muros de contenção foram construídos por ele e outros proprietários por conta própria, para evitar danos causados pelas ondas, um trabalho, afirma, deveria ter sido feito pela prefeitura. Ele diz também que não houve diálogo.

— Fui acordado à 1h30m com as pessoas me avisando que tinha retroescavadeira aqui. Eles foram embora e deixaram todo o lixo, tive que contratar um caminhão e sete funcionários para fazer a limpeza. No início da pandemia, uma ressaca destruiu a região e chegou até a nossa guarderia. Na época, eu entrei em contato com o secretário de Meio Ambiente e gastei R$ 18 mil de madeira de eucalipto, como eles exigem, para construir a contenção. Realmente, existem alguns quiosques que exploravam a área pública ilegalmente, mas não era o meu caso e de outros. Nossa estrutura era para dar apoio aos velejadores e para que os banhistas tivessem uma área segura — diz.

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