Quito proibe porte de armas brancas em espaços públicos ante aumento da violência

A capital do Equador proibiu a partir desta quinta-feira o porte de armas brancas em espaços públicos, informou o prefeito Santiago Guarderas. A medida foi tomada em resposta ao aumento da criminalidade ligada ao tráfico de drogas no país, e inclui multas para os infratores.

Segundo o vereador Bernardo Abad, quem for descoberto portando armas brancas será punido com meio salário mínimo, que é de 425 dólares no Equador. A multa subirá para um salário quando o infrator estiver em um local turístico, parque ou transporte público.

A resolução também proíbe a venda e o consumo de bebidas alcoólicas em espaços públicos.

Em 2021, a capital equatoriana registrou 169 assassinatos, e nos primeiros cinco meses de 2022, 52. Os roubos aumentaram de 5.069 casos no ano passado para 6.292 neste ano.

O Equador enfrenta um aumento da violência e do narcotráfico. O país encerrou 2021 com uma taxa de 14 assassinatos a cada 100.000 pessoas, quase o dobro de 2020.

Por muitos anos, o Equador esteve relativamente a salvo da violência de seus vizinhos Colômbia e Peru, os dois maiores produtores de cocaína do mundo. Mas nos últimos anos, as apreensões de drogas aumentaram, com um recorde de 210 toneladas em 2021.

Para tentar conter a violência, o governo do presidente Guillermo Lasso decretou em abril estado de emergência por 60 dias nas províncias costeiras de Esmeraldas, Guayas e Manabí, as mais atingidas pelo narcotráfico e a criminalidade.

pld/sp/cjc/lb

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