"12 Anos de Escravidão" é o vencedor do Globo de Ouro de melhor filme

Antonio Martín Guirado.

Los Angeles (EUA), 12 jan (EFE).- A tragicomédia "Trapaça" marcou o ritmo na 71ª edição dos Globos de Ouro com três prêmios, apesar de seu principal rival, o drama sobre a escravidão "12 Anos de Escravidão", também com sete indicações, ter se destacado na festa como melhor filme de drama.

"Trapaça", dirigido por David O. Russell, levou os prêmios de melhor comédia ou musical, melhor atriz (Amy Adams) e melhor atriz coadjuvante (Jennifer Lawrence). Trata-se da segunda vitória para Lawrence após "O Lado Bom da Vida", enquanto Adams ganhou pela primeira vez após cinco indicações.

"Russell é o homem mais brilhante que existe", afirmou Lawrence, de 23 anos, revelando que se interessou pelo trabalho do cineasta após vez "Procurando Encrenca" (1996), uma de suas primeiras obras como diretor.

"David escreve papéis magníficos para mulheres", disse Adams, de 39 anos, eufórica após ter sido candidata anos atrás com "O Mestre", "O Lutador", "Dúvida" e "Encantada".

O filme de Russell deixou espaço finalmente para "12 Anos de Escravidão", justamente quando parecia que este se tornaria o grande derrotado da feata.

"Quero agradecer a Brad Pitt", disse emocionado o diretor da fita, Steve McQueen, em alusão ao ator e produtor da obra. "Sem ele, este filme jamais teria sido feito", acrescentou.

"12 Anos de Escravidão" se baseia na vida de uma figura real, Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor), um homem afro-americano livre que é sequestrado e forçado a viver como escravo, enquanto sofre com a crueldade de um feroz fazendeiro (Michael Fassbender).

O drama "Clube de Comprar Dallas", de Jean-Marc Vallée, ganhou dois prêmios: para sua dupla de atores Matthew Mcconaughey e Jared Leto, enquanto a ficção científica "Gravidade" deixou sua marca com a estatueta de melhor diretor para o mexicano Alfonso Cuarón, que saiu vitorioso em sua primeira indicação.

"Isto é para todos os que tornaram o filme possível", disse Cuarón. "Embora acho que por causa de meu marcado sotaque, no final fizeram o que queriam e não o que eu pedia". Parados os risos, também teve tempo para agradecer pelo trabalho de sua companheira protagonista, Sandra Bullock e a George Clooney.

"Sandra é a colaboradora mais genial, e George o tipo mais generoso", comentou o diretor de 52 anos.

Um dos grandes nomes da cerimônia foi o de Leonardo DiCaprio, com sua segunda vitória após nove indicações, neste caso como melhor ator de comédia ou musical por "The Wolf of Wall Street", de Martin Scorsese.

"Nunca teria imaginado ganhar nesta categoria", confessou o ator, surpreso com a área na qual seu filme foi avaliado.

Além disso, Cate Blanchett cumpriu as previsões e levou para casa o troféu de melhor atriz de drama por "Blue Jasmine", de Woody Allen.

"É impossível fazer um bom trabalho sem ter boa gente ao seu redor. E é incrível como Woody consegue fazer trabalhos excelentes de forma tão habitual", comentou Blanchett.

Allen foi homenageado com o prêmio Cecil B. DeMille em reconhecimento a sua carreira, estatueta recebida por sua musa Diane Keaton, que não duvidou em cantar para ele e venerar sua capacidade para criar personagens que entraram para a história do cinema.

"Woody é uma anomalia. Fez 74 filmes em 48 anos. Todos escritos por ele. Meu coração fica apertado ao me dar conta que o conheço há tanto tempo, mas também me enche de afeto e amor", disse.

Outros prêmios de destaque foram o de melhor roteiro para Spike Jonze por "Ela"; melhor filme estrangeiro para o italiano "A Grande Beleza"; melhor filme de animação para "Frozen: Uma Aventura Congelante"; melhor trilha sonora para Alex Ebert por "All is Lost"; e melhor canção para U2 por "Ordinary Love", do filme "Mandela: Long Walk to Freedom". EFE

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