Réu por agredir a ex, policial foi homenageado na Câmara por 'seriedade, abnegação e carinho que conduz trabalho'

Réu na Justiça do Rio por lesão corporal, injúria, ameaça e violência psicológica contra uma ex-companheira, uma advogada de 29 anos, o policial civil Marcos André de Oliveira dos Santos, de 50 anos, então chefe de investigação na Delegacia de Proteção à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, recebeu da vereadora Verônica Chaves de Carvalho Costa, a Verônica Costa (PL), uma moção de louvor “pelos serviços prestados”. Uma das grandes honrarias da Câmara dos Vereadores do Rio, a homenagem foi prestada em abril do ano passado.

No documento assinado pela parlamentar, ela destaca que Marcos André “se destaca pela seriedade, abnegação e carinho que conduz seu trabalho”. À época da honraria, o policial estava lotado na Deam de Campo Grande. Verônica Costa destacou ainda que o agente “rege seus afazeres com ética e determinação, à frente de seus objetivos profissionais, levando como norte o princípio da cidadania em todas as suas batalhas”.

Na moção, a vereadora ainda disse que “reconhecidamente, de forma eficiente e solidária aos cidadãos, este profissional, sem sombras de dúvidas, é uma pessoa ímpar e de extrema relevância em todo seu ambiente de trabalho. Profissional zeloso e incansável nas horas de labuta diária, cumprindo sua missão com dignidade e respeito ao ser humano”, escreveu. A moção foi entregue no plenário Teotônio Villela, em 14 de abril de 2021.

Nem mesmo o trabalho em uma delegacia que cuida da violência contra a mulher, nem mesmo a homenagem pública, foram capazes de impedir a violência praticada por Marcos André contra a advogada. O lado mais violento do agente foi registrado em áudios. As gravações feitas pela mulher retratam o que ela passou.

O EXTRA não conseguiu contato com a vereadora Verônica Costa. O advogado Márcio Alexandre dos Santos, que representa o policial, disse que seu cliente tem provas de que não cometeu crime algum. A Polícia Civil disse que a corregedoria indiciou o agente ao MPRJ e, após sindicância, abriu Processo Administrativo Disciplinar (PAD). A instituição informou ainda que o prazo para concluir o PAD é de 180 dias. As punições vão de suspensão até a demissão do servidor.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos